Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Taxas do agro brasileiro podem chegar a 21% caso lei Kandir chegue ao fim

Setor defende que nenhuma atividade econômica tem condições de assumir um custo tributário nessa ordem

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Taxas do agro brasileiro podem chegar a 21% caso lei Kandir chegue ao fim

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) fez uma estimativa de quanto o fim da lei Kandir pode impactar o agronegócio – com a suspensão, as exportações de produtos primários passariam a ser taxadas. De acordo com a entidade, entre Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o custo seria elevado em cerca de 21%.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, defende que “nenhuma atividade econômica brasileira tem condições de assumir um custo tributário na ordem de 21% quando na verdade o Senado Federal deveria estar discutindo a redução do tamanho do estado. Esse deveria ser o objetivo da discussão e o Senado simplesmente ignorou”, ressalta.

O setor não concorda com a suspensão da lei que, desde sua criação em 1996, só trouxe benefícios ao país. Conchon explica que, com a promulgação da Kandir, houve uma maior competitividade e atratividade dos produtos brasileiros frente aos principais correntes internacionais. “O Brasil criou superávit da balança comercial muito importante e fez com que houvesse uma estabilidade macroeconômica do ponto de vista do Plano Real. Foi fortalecendo a nossa moeda e dando autonomia para que o brasileiro continuasse a crescer”, diz.

O diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Fabrício Rosa, afirma que, se for feita a tributação proposta, o sojicultor pode quebrar. “Aparentemente o objetivo era em cima da mineração, mas ainda existem estados exportadores do agro importantes que veem com simpatia esse tipo de proposta, mas não percebem o tamanho do tiro no pé que eles vão dar ao tributar, por exemplo, a soja com uma tarifa que acaba com toda competitividade do setor”, conta.     

Júlio Cézar Busato, preside a Câmara Temática de Insumos Agropecuários do Ministério da Agricultura (Mapa) e classifica o fim da lei Kandir como uma loucura. “Nós vamos perder tudo o que avançamos nos últimos 30 anos se fizer isso, porque as exportações ajudam também no resultado do que fica aqui dentro para os agricultores. No momento que a gente perder a competitividade de exportar, nós não vamos poder produzir”, defende. Ele também acrescenta que “é necessário achar uma saída diferente. Precisamos conversar com nossos senadores e mostrar para nossos deputados que esse não é o caminho”.

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