Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Relatório do Mapa

Tomada de crédito rural cresce 13,2% entre julho de 2017 e abril deste ano

Médios e grandes produtores rurais contrataram R$ 117,6 bilhões de instituições financeiras

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Tomada de crédito rural cresce 13,2% entre julho de 2017 e abril deste ano

Médios e grandes produtores rurais contrataram R$ 117,6 bilhões de instituições financeiras de julho de 2017 até o mês passado, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O volume representa 13,2% de aumento em relação a igual período do ciclo anterior, o que representa 62,4% do total anunciado pelo Governo Federal para financiar a agricultura brasileira.

Os dados constam do Relatório de Financiamento Agropecuário referentes aos dez meses de liberação de recursos da atual safra, divulgado na sexta-feira (11) pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Conforme o relatório, as instituições financeiras liberaram R$ 93,4 bilhões (+ 10%) para operações de custeio (insumos, como fertilizantes, sementes, e defensivos agrícolas), comercialização e industrialização, e R$ 24,2 bilhões (+ 28%) para investimentos.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou o aumento dos financiamentos para investimentos agropecuários, “notadamente, os destinados à ampliação da capacidade de armazenagem, à inovação tecnológica, à agricultura de baixa emissão de carbono e à modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais  (Programa ABC)”.

Os empréstimos para o Programa de Inovação Tecnológica na Propriedade Rural (Inovagro) atingiram R$ 830 milhões, com aumento de 132,3%. As aplicações no Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) aumentaram 91%, somando R$ 579 milhões. Já o Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) teve incremento de 50,5%, saltando de R$ 827 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Os desembolsos do crédito rural no período totalizaram R$ 81,5 bilhões para a atividade agrícola e R$ 36 bilhões para a pecuária.

As contratações feitas com recursos oriundos da emissão de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) aumentaram 25,7%, atingindo R$ 17,1 bilhões. A LCA emitida pelos bancos é lastreada em direitos creditórios do agronegócio. O governo exige o direcionamento de 35% dos recursos dessa fonte para o crédito rural, sendo 14% a taxa favorecida e 21% a taxas livres.

O secretário Wilson Vaz de Araújo destaca a importância da LCA para o “funding” do crédito rural e o fato de não resultar em ônus para o Tesouro Nacional com equalização de taxas de juros.

Ainda em relação a fontes de financiamento para a produção, parte significativa foi de recursos controlados (juros com taxas favorecidas), representando R$ 85,8 bilhões (+ 73%). Os recursos a taxas livres (de mercado) alcançaram R$ 31,7 bilhões (52,4%).

Os recursos dos Fundos Constitucionais destinados à agricultura aumentaram 55,6% (R$ 8,2 bilhões), sendo que o FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) teve alta de 82%, ou seja, R$ 5 bilhões.

O desempenho do crédito rural com recursos da poupança rural também merece destaque no relatório da SPA, com incremento de 18,8% (R$ 31,8 bilhões) a taxa controlada e de 403,6% (R$ 9,2 bilhões) a taxas livres. O governo estabelece que 60% dos depósitos na poupança rural sejam destinadas ao setor agropecuário.

Já os recursos obrigatórios chegaram a R$ 34,2 bilhões no período de julho/2017 a abril/2018. Os recursos obrigatórios são oriundos da exigibilidade bancária dos depósitos à vista, onde 34% desses valores são para financiar a agricultura.

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