Nos portos, os valores também estão em alta.
Demanda aquecida eleva preços da soja e do milho

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (27/05) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) tanto o milho quanto a soja tem registrado elevação nesta última quinzena do mês.
Até o início de maio, as boas projeções para a temporada 2018/19 vinham pressionando as cotações de milho. Já nesta segunda quinzena do mês, a retração vendedora e a demanda mais aquecida passaram a dar suporte aos preços, que estão em ritmo de recuperação, de acordo com levantamento do Cepea.
Nos portos, os valores também estão em alta. Neste caso, as recentes elevações do dólar frente ao Real, as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, as dificuldades no semeio norte-americano e a disponibilidade elevada no Brasil favorecem as exportações nacionais. Entre 17 e 24 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu expressivos 2,9%, fechando a R$ 35,71/saca de 60 kg na sexta-feira, 24.
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Já em relação a soja, as maiores demandas interna e externa por farelo e por óleo de soja impulsionaram as negociações e os preços desses derivados. No caso do farelo, a procura doméstica vem especialmente do segmento de proteína animal. Quanto ao óleo, uma parcela das indústrias sinaliza ter comprometido o produto até meados de junho – a maior parte deve ser destinada à produção de biodiesel.
De acordo com pesquisas do Cepea, a alta nos preços dos derivados esteve atrelada também à valorização da matéria-prima e à retração dos sojicultores domésticos na comercialização envolvendo grandes lotes. Além disso, o temor quanto à possível alteração na tabela de frete mínimo tem deixado traders receosos nas negociações de contrato a termo. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 2,2% entre 17 e 24 de maio, indo para R$ 81,13/saca de 60 kg na sexta-feira, 24. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou elevação de 1,4%, a R$ 75,01/sc de 60 kg na sexta,






















