BRF deverá convocar uma assembleia de acionistas, a fim de permitir que a Marfrig aumente sua participação
Marfrig e fundo soberano da Arábia Saudita investem R$ 4,5 bilhões na BRF

A Marfrig, empresa liderada pelo empresário Marcos Molina, e o fundo soberano da Arábia Saudita, Salic, irão injetar R$ 4,5 bilhões na BRF. O preço de subscrição das ações no aumento de capital foi fixado em R$ 9, representando um prêmio de 24% em relação ao fechamento de ontem, afirmaram as fontes.
O acordo prevê que a Marfrig e a Salic invistam cada uma R$ 2,25 bilhões na BRF. Com isso, a participação da Marfrig, que atualmente detém 33% do capital da empresa, aumentará para 38,7%, segundo as mesmas fontes, que pediram anonimato, pois a transação ainda não foi tornada pública. Já a Salic, que é acionista da empresa Minerva, passará a ter uma participação minoritária na BRF.
Para aprovar o aumento de capital, a BRF deverá convocar uma assembleia de acionistas, a fim de permitir que a Marfrig aumente sua participação acima do limite atual de 33%. O estatuto da BRF estabelece uma “poison pill” que impõe um limite de participação no capital da empresa.
Leia também no Agrimídia:
- •Gestão e presença no campo transformam desempenho em rentabilidade no Paraná
- •Egito inicia exportação de ovos desidratados e busca aliviar excesso de oferta
- •Bolsa paulista registra queda de mais de 21% nos preços médios em 2026
- •Suinocultura em Minas Gerais expõe custos elevados e pressão sobre a produção
O J.P. Morgan atuou como assessor financeiro da Marfrig, em conjunto com o escritório de advocacia Lefosse, que prestou assessoria jurídica. O Citibank assessorou a Salic, em parceria com o escritório Mattos Filho.
O objetivo do aumento de capital é fortalecer a situação financeira da empresa, que há anos lida com um alto nível de endividamento. No primeiro trimestre deste ano, a dívida líquida da BRF chegou a R$ 15,29 bilhões, resultando em uma alavancagem – medida que relaciona a dívida ao Ebitda ajustado – de 3,35 vezes, considerada elevada.
Com os juros em alta, o custo da dívida tem pressionado a empresa, levando-a a buscar alternativas para levantar capital. Em 2022, a BRF realizou uma oferta subsequente de ações no valor de R$ 5,4 bilhões, com o objetivo de reduzir sua alavancagem financeira.























