Debate no segundo dia do evento explicou em detalhes como o vírus ataca, que prejuízos pode causar e também a oportunidade econômica para o país ganhar mercados.
AveSui 2014: Embrapa e Senar orientam sobre como evitar chegada do vírus PEDv ao país
Uma doença misteriosa, que matou mais de 7 milhões de leitões nos Estados Unidos e se espalhou pelo México e Colômbia está tirando o sono de suinocultores, técnicos e pesquisadores em todo o Brasil. Os riscos de contaminação e as formas de evitar a entrada do vírus da diarreia epidêmica suína (PEDv) foram tema de um concorrido encontro nesta quarta-feira (14), no segundo dia da AveSui, que acontece no CentroSul, em Florianópolis (SC).
O encontro, que reuniu representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de Santa Catarina e da Embrapa Aves e Suínos, e contou com o apoio da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), abordou programas de biossegurança para granjas e produtores, e mostrou em detalhes como o vírus se espalha, além de apresentar características de mortalidade e atuação nos leitões. Segundo a pesquisadora Janice Zanella, da Embrapa, o PEDv é a doença entérica de maior importância econômica já registrada, resultando na queda de 12,5% da produção dos Estados Unidos em 2014, com estimativa de chegar a 15% de perdas no ano que vem. Dos 50 estados do país, 29 já identificaram a doença, com casos mais graves em Iowa, Indiana e Ohio.
“Os principais cuidados que o Brasil deve ter com o vírus é reforçar a desinfecção em caminhos e roupas, em especial, e evitar a entrada de visitantes nas granjas”, destaca Janice, ao reforçar que a doença não é uma zoonose, ou seja, não se trata de uma problema de saúde pública. Contudo, a agressividade do vírus é letal para os suinocultores: em um período de 25 dias, 100% dos animais infectados podem morrer. Ao passar das semanas, porém, a taxa de mortalidade cai.
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Entre os motivos listados pela pesquisadora para a expansão do PEdv estão a alta capacidade infecciosa (período de latência curto e de excreção longo), o intenso transporte de suínos pelos EUA e a contaminação de pontos críticos (feiras, frigoríficos, embarcadores e caminhões). “Este vírus está desafiando as práticas de biosseguridade no país e em todo o mundo. O desafio é grande, mas pode ser uma oportunidade para investirmos mais em sanidade animal, educação sanitária, além de poder gerar uma vantagem econômica para suprir os mercados que deixarão de comprar dos países afetados pela epidemia”, conclui Janice.
Para mais informações sobre a prevenção ao PEDv, acesse os sites do Ministério da Agricultura (http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/notas-declaracoes) e da Embrapa Aves e Suínos (http://www.cnpsa.embrapa.br/).
Saiba mais sobre o evento: www.avesui.com





















