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Soja: preços sobem no Brasil apesar da queda em Chicago

Mercado interno reage a fatores como dólar e demanda aquecida, enquanto USDA projeta redução na área plantada nos EUA. O preço da soja subiu na maioria das regiões produtoras do…
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Soja: preços sobem no Brasil apesar da queda em Chicago

Mercado interno reage a fatores como dólar e demanda aquecida, enquanto USDA projeta redução na área plantada nos EUA.

O preço da soja subiu na maioria das regiões produtoras do Brasil nesta quinta-feira (27/2), contrariando a tendência de baixa nas cotações internacionais. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, com base nos valores praticados no porto de Paranaguá (PR), registrou alta de 1,90%, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 134,55. No acumulado de fevereiro, o indicador do Cepea apresenta ganho de 4,31%.

De acordo com a Scot Consultoria, os preços em outras praças também subiram:

  • Luis Eduardo Magalhães (BA): R$ 114 a saca
  • Rio Verde (GO): R$ 113 a saca
  • Balsas (MA): R$ 109 a saca
  • Dourados (MS): R$ 117,50 a saca
  • Sorriso (MT): R$ 105,50 a saca

Nos portos, as cotações atingiram R$ 132 em Santos (SP) e R$ 133,50 em Rio Grande (RS).

Queda em Chicago

Na bolsa de Chicago, a soja teve desvalorização, mesmo com a projeção de queda na área plantada nos Estados Unidos. Os contratos para maio fecharam em queda de 0,38%, a US$ 10,3725 o bushel.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu evento anual, estimou uma área de 34 milhões de hectares para a soja nos EUA em 2025/26, uma redução de 4% em relação à safra anterior. A projeção para a colheita é de 118,9 milhões de toneladas, número similar ao ciclo anterior (118,8 milhões).

Fatores que influenciam o mercado brasileiro

A alta dos preços da soja no Brasil, apesar da queda em Chicago, pode ser atribuída a fatores como:

  • Valorização do dólar: a alta da moeda americana torna a soja brasileira mais competitiva no mercado internacional, estimulando as exportações e elevando os preços no mercado interno.
  • Demanda aquecida: a demanda interna por soja segue aquecida, impulsionada pelo setor de processamento de grãos e pela produção de biodiesel.
  • Estoques baixos: os estoques de soja no Brasil estão em níveis baixos, o que contribui para a sustentação dos preços.

A expectativa é que o mercado da soja continue acompanhando de perto os desdobramentos da safra americana e a evolução da demanda interna e internacional.

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