Saiba mais sobre os preços do milho em queda no Brasil, impulsionados por uma oferta elevada e limitações de armazenamento.
Preços do milho em queda no Brasil impulsionados por oferta elevada

As cotações do milho continuam em queda no Brasil, refletindo principalmente a pressão exercida pelos compradores, conforme apontam levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Pesquisadores do Cepea explicam que essa tendência de baixa é justificada por diversos fatores:
- Perspectiva de oferta elevada: O mercado antecipa um grande volume de milho nas próximas semanas, o que aumenta a disponibilidade do cereal.
- Limitações de armazenamento: A capacidade de armazenamento no país pode se tornar um gargalo, forçando os produtores a venderem.
- Desvalorizações externa e do dólar: A queda nos preços do milho no mercado internacional e a desvalorização do dólar frente ao real reduzem a atratividade da exportação, diminuindo a paridade de exportação.
Atualmente, a segunda safra de milho é estimada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em 101 milhões de toneladas, o que representa um volume 12% superior ao da safra anterior e a segunda maior produção da série histórica da Companhia.
Leia também no Agrimídia:
- •Governo e setor dizem que exportações seguem até setembro e reforçam adequação às exigências da União Europeia
- •União Europeia retira Brasil de lista de exportação de produtos de origem animal
- •Pará confirma caso isolado de gripe aviária no Marajó
- •Estudo aponta diferentes origens da Salmonella em frangos de corte
Diante desse cenário, o Cepea observa que as quedas mais expressivas nos preços são registradas em regiões produtoras onde os vendedores estão mais flexíveis nas negociações, especialmente neste início da colheita.























