O estoque de passagem é critico. Não atende sequer 60 dias de consumo.
Estoque de milho já preocupa o setor
Da Redação 10/09/01 – O Governo Federal estaria aumentando em 50% os recursos alocados para a próxima safra de milho. A informação foi divulgada durante reunião da cadeia produtiva do milho, realizada na Delegacia Federal de Agricultura, de São Paulo, semana passada.
Os participantes tiveram acesso a relatório completo sobre a situação atual dos estoques. Devendo haver diminuição de área plantada (em torno de 20% a 25%, segundo alguns dos participantes), o País contará com um estoque de passagem da ordem de 2 milhões de toneladas. O consumo de 2001 deverá atingir 37 milhões, com exportações da ordem de 4,5 a 5 milhões de toneladas.
A União Brasileira de Avicultura (UBA) informa que a produção de carne de frango em 2001 deverá atingir 6,2 milhões de toneladas, com consumo, incluindo postura, de 14 milhões de toneladas de milho.
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Para 2002 estima-se um crescimento de 5%. O crescimento ocorrido no primeiro semestre de 2001 foi totalmente destinado à exportação, que deverá atingir 20% do total produzido este ano.
O estoque de passagem é critico segundo a entidade. O ideal seria contar, no mínimo, com estoque para 60 dias de consumo. Isto daria segurança tanto ao setor de avicultura como suinocultura. A safrinha portanto deve ser muito estimulada.
Em algumas regiões a produção intensiva de proteína animal já encontra dificuldades. No Ceará, com a elevação das cotações no leilão de Goiás, o milho deverá chegar a R$ 18,00/saco.
As empresas de semente trabalham com uma perspectiva mais modesta de redução da área plantada, em torno de 10 a 15%, envolvendo produtores de alta tecnologia, o que acarretará queda na produtividade.























