Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Milho lidera ganhos no mercado externo

Produto acumulou valorização de 6,85% em fevereiro e de 15,87% no primeiro bimestre do ano.

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Da Redação 04/03/2004 – 04h59 – Entre as principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil, o milho foi a que registrou maior valorização no mercado internacional em fevereiro. Cálculos do Valor Data indicam que a alta dos contratos de segunda posição do grão negociados na bolsa de Chicago foi de 6,85% no mês, superando os ganhos da soja em grão, que, também para os contratos de segunda posição, chegaram a 4,65% em Chicago. Outro produto que subiu, 1,09%, foi o café, desta feita em Nova York – onde caíram em fevereiro as cotações dos contratos de segunda posição do açúcar (2,61%), cacau (4,09%), suco de laranja (3,53%) e algodão (7%).

Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado, afirma que o salto do milho em fevereiro pode ser explicado, basicamente, por um quadro global de oferta restrita, com os estoques mundiais no mais baixo nível desde a década de 70. Também ajudaram a sustentar as cotações no mês a entressafra na América do Sul, EUA e China, a expectativa de quebra da produção da Argentina e a própria alta da soja, ainda que esta tenha sido menor que a do milho. No primeiro bimestre, os ganhos dos contratos do milho em Chicago chegaram a 15,87%, ajudados pelas perspectivas, em janeiro, de maior demanda por rações derivadas de proteínas vegetais depois da descoberta de um caso de “vaca louca” nos EUA, em dezembro. Mas o surgimento da gripe das aves no país sinalizou menor consumo pelas granjas.

No curto prazo, diz Molinari, a tendência é que as cotações continuem sustentadas pela oferta apertada; já no longo prazo, observa, em muito o comportamento do mercado dependerá dos rumos da próxima safra americana, a 2004/05. “Os dois produtos estão valorizados, cotados nos EUA acima dos preços mínimos estipulados. Se os produtores decidirem elevar a aposta no milho, os preços da soja ganham impulso, e vice-versa”, afirmou ele ao Valor. O Brasil poderá exportar até 6,5 milhões de toneladas nesta safra 2003/04, conforme especialistas. Ontem, os contratos do milho para maio subiram 2 centavos de dólar por bushel e alcançaram US$ 2,9775. Já os papéis da soja para o mesmo mês fecharam a US$ 9,43 por bushel, em alta de 14,50 cents.

No primeiro bimestre, a valorização acumulada da soja em Chicago chegou a 11,09%, também em consequência de um cenário de oferta incerta, principalmente em virtude de problemas climáticos na Argentina e no Brasil (ver matéria abaixo), e do baixo nível dos estoques americanos do grão. A soja, que lidera as exportações totais do país, também foi alavancada pelo surgimento de “vaca louca” nos Estados Unidos.

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