Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Safra 2005/06

IBGE confirma queda de até 68% na próxima safra agrícola.

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Da Redação 05/12/2005 – O primeiro prognóstico da safra 05/06, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela recuo de 56% na orizicultura (produção) e de 3% para a sojicultura. Milho e feijão (1a. safra) e amendoim também vão apresentar recuo na próxima safra, com previsão de redução de 6%, 68% e 21%, respectivamente.

Pelas projeções do IBGE, a produção total da safra agrícola mato-grossense vai fechar com queda de 3,47%, já que para a safra 05/06 está prevista uma produção de 34,01 milhões de toneladas (t), contra as 35,18 milhões/t da safra anterior (04/05).

O prognóstico, feito pelo Grupo de Coordenação e Estatística Agropecuária (Gcea) do IBGE em Mato Grosso e concluído há poucos dias, indica que a produção de arroz irá recuar de 2,26 milhões/t na safra passada, para 994,66 mil/t, queda de 56% para 2006. A área plantada terá queda mais acentuada, 57%, caindo de 855,63 mil hectares (ha) para 371,71 mil/ha.

A falta de crédito, o problema do endividamento rural, a defasagem da taxa de câmbio (dólar em relação ao real) e a inexistência de uma política agrícola para o setor, foram os principais fatores que influenciaram a decisão dos agricultores nesta safra.

“Constatamos o desestímulo do produtor face à atual conjuntura e ao quadro de incertezas que ainda paira no agronegócio. Aqueles que dependem da atividade agrícola realmente sentiram o impacto da crise e estão mais cautelosos este ano”, comenta o supervisor de Pesquisa Agropecuária do IBGE/MT, Fernando Marques de Figueiredo.

Dos produtos que compõem a pauta de exportação, o algodão é o que terá melhor desempenho nesta safra, devendo crescer 9% em relação ao volume colhido na última safra.

Produtos de menor expressão no conjunto da produção, como café, mandioca e cana-de-açúcar, também deverão ter crescimento.

OUTRAS CULTURAS – O milho (1a. safra) terá sua produção reduzida de 456,09 mil/t para 427,24 mil/t na próxima safra. A área plantada deverá apresentar queda de 4%, saindo de 130,67 mil/ha para 125,08 mil/ha.

A soja, que tinha previsão de cair acima de 10% este ano, deverá recuar sua produção em apenas 3%, passando de 17,68 milhões/t para 17,09 milhões/t de uma safra para outra. Já a área cultivada sofrerá redução de 6%, caindo de 6,07 milhões/ha para 5,71 milhões/ha.

Produto com menor peso na pauta do agronegócio, o feijão 1a. safra terá a queda mais significativa em percentual de produção. A safra de feijão vai cair 68%, recuando de 3,42 mil/t para 1,09 mil/t. A área de plantio diminuirá de 3,05 mil/ha para 1,26 mil/ha, com queda de 59%.

Segundo avaliação do IBGE, em Mato Grosso, o feijão tem poucas perspectivas devido ao fato de ser cultivado basicamente para consumo interno e para produção de sementes para a segunda safra. Outro fator determinante é que a produção em larga escala requer custos maiores com agrotóxicos, diz Figueiredo, lembrando que a safra passada foi melhor porque os preços estavam melhores. Este ano, os preços estão fechando com cotação em baixa, observa.

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