Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Vantagens à vista no Plano de Safra

O desenho do novo plano do governo prevê redução de juros e elevação do crédito disponível.

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Redação (13/06/07) – O desenho do novo plano do governo para apoiar a próxima safra brasileira, que começa oficialmente em julho, prevê redução de juros, sobretudo para os médios produtores, além de uma ligeira elevação no volume de crédito disponível e o aumento dos limites de crédito com juros controlados por cultura. 

O Plano de Safra 2007/08, que será anunciado até o fim deste mês de junho, deve contar com recursos entre R$ 53 bilhões e R$ 55 bilhões – no atual ano-safra, o governo anunciou R$ 50 bilhões, ou 13% acima da temporada 2005/06. Mas como a redução dos juros elevará a fatia bancada pelo Tesouro Nacional na equalização das taxas, a equipe econômica busca meios para minimizar os impactos. 

As duras negociações entre os ministérios da Fazenda e da Agricultura têm esbarrado na queda de braço em torno da redução dos juros do crédito rural, hoje em 8,75% ao ano. A Fazenda quer baixar as taxas em apenas um ponto percentual. Pressionada pelos ruralistas, a Agricultura quer reduzir em dois pontos. A persistir o impasse, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva arbitrar uma decisão. 

Em outro ponto, segundo apurou o Valor, há consenso para ampliar o acesso dos beneficiários do Proger Rural, a chamada classe média do setor, aos financiamentos com juros subsidiados pelo Tesouro – a taxa está hoje em 8% ao ano. O volume de recursos, que soma R$ 700 milhões na atual safra, também deve ser bastante ampliado e os juros cairão proporcionalmente às taxas do crédito rural. 

No novo plano, usado para balizar a decisão de plantio dos produtores, o governo deve anunciar também a redução nas faixas de limites individuais de crédito, agrupar várias culturas e elevar os pisos menores, especialmente para aves e suínos em regime de integração, a pelo menos R$ 100 mil. Os programas de investimento administrados pelo BNDES sofrerão uma novo reagrupamento e também terão seus juros reduzidos – hoje estão entre 8,75% e 10,75%. No seguro rural, o governo deve aumentar alguns percentuais de subsídio ao prêmio das apólices e também os limites financeiros por atividade. O novo plano deve conter, ainda, o lançamento antecipado dos instrumentos de garantia de preços, como contratos de opção e prêmios de escoamento (PEP e Pepro). 

Antes de fechar os detalhes do novo plano, o governo tenta atender aos pedidos de renegociação das dívidas rurais antigas – e já roladas em 2006. Embora com pequenas divergências, Fazenda e Agricultura concordam em restringir os benefícios ao Centro-Oeste, sobretudo Mato Grosso e Goiás. E o foco será nos produtores de algodão, milho e soja. Algumas regiões do Rio Grande do Sul e parte das novas áreas de fronteira agrícola também poderiam ser incluídas. A pecuária, porém, não será contemplada. "O Plano de Safra está bem encaminhado, mas temos que resolver esse passivo das dívidas de forma urgente", diz o deputado Homero Pereira (PR-MT), vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

Pelos cálculos do setor, haveria R$ 14,4 bilhões em dívidas a vencer neste ano. No governo, o cálculo é bem mais cauteloso: R$ 8 bilhões. Desse total, o grupo de trabalho do governo estima que, no máximo, R$ 4 bilhões seriam passíveis de prorrogação. 

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