Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Biodiesel: soja continua principal matéria-prima

Segundo consultor, procedimento não vai afetar a oferta de alimentos porque o Brasil possui uma grande disponibilidade de terras para aumentar tanto o plantio da oleaginosa.

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Redação (20/08/2008)- A produção brasileira de biodiesel deve se manter na próxima década tendo a soja como principal matéria-prima, de acordo com o estudo sobre combustíveis renováveis da RC Consultores. Segundo Fábio Silveira, a manutenção da soja como principal matéria-prima deve-se ao fato de este mercado possuir escala de produção, o que a torna competitiva. ""Por mais que outras oleaginosas tenham incentivos, a escala continuará pequena e será a soja que vai atender a demanda que deveria ser atendida pelos outros óleos não comerciais"", disse.

Para ele, isto não vai afetar a oferta de alimentos porque o Brasil possui uma grande disponibilidade de terras para aumentar tanto o plantio de soja como o de milho e o de cana. Ele acredita que esta questão da alta do preço registrada no último ano em função da política norte-americana de priorizar o plantio de milho deve ser gradualmente eliminada. ""Grande parte da alta foi especulativa e não provocada por fundamentos"", disse.

Ele acredita, contudo, que até 2015 a Argentina deverá tomar a dianteira na produção e exportação de biodiesel por conta de posicionamento político mais favorável, além de mais investimentos em logística e possuir custo de produção menor que o Brasil. Silveira estima que em 2015 as exportações de biodiesel da Argentina devem atingir 988 milhões de litros, seguida pelos Estados Unidos, com 434 milhões de litros, e pelo Brasil, com 299 milhões de litros. O principal importador será a União Européia, com demanda de 1,6 bilhão de litros, estima o consultor.

O Brasil deve produzir, em 2015, 2,90 bilhões de litros de biodiesel ante a atual produção de 1,13 bilhão de litros estimada para 2008, de acordo com Silveira. Deste total, 2,5 bilhões de litros serão produzidos a partir de óleo de soja, cerca de 86%.

O consultor acredita que isto vai elevar o volume de soja destinada à produção de biodiesel de atuais 5 a 6 milhões de toneladas para perto de 14 milhões de toneladas em 2015. ""Este volume continua sendo muito pequeno. Hoje o Brasil produz perto de 60 milhões de toneladas de soja mas pode crescer, sem nenhum esforço, para perto de 90 milhões de t no período"", afirma.

Depois da soja, Silveira aponta como principais matérias-primas a serem utilizadas o óleo de palma (com 150 milhões de litros produzidos em 2015), algodão (com 90 milhões de litros) e mamona (com 75 milhões de litros). Outros 100 milhões de litros serão produzidos a partir de sebo bovino, pinhão manso e amendoim. 

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