Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Biodiesel: soja continua principal matéria-prima

Segundo consultor, procedimento não vai afetar a oferta de alimentos porque o Brasil possui uma grande disponibilidade de terras para aumentar tanto o plantio da oleaginosa.

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Redação (20/08/2008)- A produção brasileira de biodiesel deve se manter na próxima década tendo a soja como principal matéria-prima, de acordo com o estudo sobre combustíveis renováveis da RC Consultores. Segundo Fábio Silveira, a manutenção da soja como principal matéria-prima deve-se ao fato de este mercado possuir escala de produção, o que a torna competitiva. ""Por mais que outras oleaginosas tenham incentivos, a escala continuará pequena e será a soja que vai atender a demanda que deveria ser atendida pelos outros óleos não comerciais"", disse.

Para ele, isto não vai afetar a oferta de alimentos porque o Brasil possui uma grande disponibilidade de terras para aumentar tanto o plantio de soja como o de milho e o de cana. Ele acredita que esta questão da alta do preço registrada no último ano em função da política norte-americana de priorizar o plantio de milho deve ser gradualmente eliminada. ""Grande parte da alta foi especulativa e não provocada por fundamentos"", disse.

Ele acredita, contudo, que até 2015 a Argentina deverá tomar a dianteira na produção e exportação de biodiesel por conta de posicionamento político mais favorável, além de mais investimentos em logística e possuir custo de produção menor que o Brasil. Silveira estima que em 2015 as exportações de biodiesel da Argentina devem atingir 988 milhões de litros, seguida pelos Estados Unidos, com 434 milhões de litros, e pelo Brasil, com 299 milhões de litros. O principal importador será a União Européia, com demanda de 1,6 bilhão de litros, estima o consultor.

O Brasil deve produzir, em 2015, 2,90 bilhões de litros de biodiesel ante a atual produção de 1,13 bilhão de litros estimada para 2008, de acordo com Silveira. Deste total, 2,5 bilhões de litros serão produzidos a partir de óleo de soja, cerca de 86%.

O consultor acredita que isto vai elevar o volume de soja destinada à produção de biodiesel de atuais 5 a 6 milhões de toneladas para perto de 14 milhões de toneladas em 2015. ""Este volume continua sendo muito pequeno. Hoje o Brasil produz perto de 60 milhões de toneladas de soja mas pode crescer, sem nenhum esforço, para perto de 90 milhões de t no período"", afirma.

Depois da soja, Silveira aponta como principais matérias-primas a serem utilizadas o óleo de palma (com 150 milhões de litros produzidos em 2015), algodão (com 90 milhões de litros) e mamona (com 75 milhões de litros). Outros 100 milhões de litros serão produzidos a partir de sebo bovino, pinhão manso e amendoim. 

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