Na bolsa de Chicago, o milho recuou ao menor patamar em dois anos, enquanto soja e trigo voltaram a ter cotações de 18 meses atrás.
Grãos iniciam dezembro com forte baixa de preço
Redação (08/12/2008)- sexta-feira foi particularmente dura com os preços das principais commodities agrícolas negociadas no planeta. Na bolsa de Chicago, o milho recuou ao menor patamar em dois anos, enquanto soja e trigo voltaram a ter cotações de 18 meses atrás.
A chave que abriu o alçapão foi a divulgação de novos números sobre o desemprego nos EUA em novembro. Foi o maior corte mensal em 34 anos, o que elevou o desemprego no país ao maior nível desde 1993, reforçando os sinais de que a desaceleração econômica no país e suas consequências globais tendem a ser mais profundas do que gostariam os otimistas.
Com as quedas de sexta, a maior semanal foi a do trigo. Os contratos do cereal para março, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega em Chicago (normalmente as de maior liquidez), fecharam a US$ 4,7550 por bushel, com retração de 15,45% na primeira semana de dezembro, de 33,74% em 2008 e de 24,80% nos últimos 12 meses.
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No ranking da erosão semanal, o milho aparece em seguida, com perda de 11,64% nos contratos de segunda posição (março), que fecharam a sexta-feira negociados a US$ 3,0925 por bushel. A soja, que encerrou a sexta-feria a US$ 7,8725 (mais perto da média histórica de US$ 6), perdeu 6,29% na semana e já apresenta desvalorizações acumuladas de 29,22% no ano e de 21,46% em 12 meses.





















