Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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USDA reduz projeções para demanda de grãos

Departamento americano alega restrições na oferta de alguns países produtores e também em virtude da desaceleração econômica global em curso.

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Redação (11/02/2009)- O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a revisar para baixo suas estimativas para a demanda mundial de grãos nesta safra 2008/09, em parte por causa de restrições na oferta de alguns países produtores e também em virtude da desaceleração econômica global em curso. 

Para o milho, a queda da demanda global em relação à projeção de janeiro foi de 0,7, para 777,47 milhões de toneladas. O volume segue acima do total calculado para o ciclo 2007/08 (ver tabela), e como a produção mundial também foi reduzida sobretudo em razão da quebra da safra argentina, os estoques finais mundiais permaneceram estáveis. 

Nesse cenário, o Brasil aparece como o segundo maior exportador do grão do planeta, à frente da Argentina O USDA calcula que o país exportará 9,5 milhões de toneladas, perdendo apenas para os americanos (44,45 milhões). 

No caso do trigo, o ajuste contemplado no relatório de oferta e demanda divulgado ontem foi pequeno – 0,2% em relação à previsão de janeiro, para 652,41 milhões de toneladas – e o patamar permanece bem acima do registrado na temporada 2007/08. 

O USDA espera um consumo menor em países como Argentina, Marrocos, Nigéria, Venezuela e Vietnã. Particularmente na Argentina, a queda prevista decorre, em parte, do tombo da produção, em razão da mesma seca que afetou o milho. 

Para a soja, o USDA passou a estimar consumo global de 226,62 milhões de toneladas, 1,9% menos que o previsto em janeiro. Como realça Renato Sayeg, da Tetras Corretora, com a correção a demanda passou a ser menor que a da temporada anterior, o que ainda não havia ocorrido nesta década. 

Como o USDA reduziu a projeção para a safra brasileira em 2008/09 de 51,5 milhões para 49,5 milhões de toneladas em virtude da seca na região Sul e a Argentina sofreu ainda mais com o clima, os EUA tendem a fortalecer sua liderança nas exportações do grão. 

Sayeg também destacou que, pela primeira vez em mais de um ano, o USDA ajustou para baixo a estimativa de consumo de óleo de soja para a produção de biodiesel nos EUA, em uma movimento relacionado ao contexto recessivo e à queda das cotações do petróleo. 

Na bolsa de Chicago, principal referência global para as cotações das três commodities agrícolas mais negociadas no mercado internacional, o relatório de ontem do USDA teve influência sobre as oscilações observadas, mas a decepção dos traders e analistas em relação ao pacote americano de socorro anunciado teve peso maior. 

A maior queda relativa foi a do trigo. Os contratos futuros com vencimento em maio, que ocupam a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), fecharam a US$ 5,69 por bushel, em baixa de 9 centavos de dólar. No mercado de soja, maio encerrou a sessão de Chicago a US$ 10,0025 por bushel, 7,25 centavos de dólar a menos do que na véspera. No caso do milho, a baixa foi bem mais moderada: maio recuou 1 centavo de dólar e fechou o dia a US$ 3,87 por bushel. 

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