Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 151,92 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,39 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,88 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 146,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 136,13 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,67 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Indústria teme febre do milho transgênico

Safrinha tem estimativa de 30% de área ocupada pelas variedades geneticamente modificadas.

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Para o mercado de grãos não-transgênicos, o uso de sementes de milho geneticamente modificadas passou de ameaça constante para realidade na safra 2008/09, quando seu plantio passou a ser autorizado no Brasil. Como o uso dos transgênicos já é fato consumado, as empresas que exploram o filão da não-transgenia preocupam-se não mais com a autorização, mas com a velocidade com que a tecnologia será adotada no país.

Os levantamentos ainda não são taxativos, mas mostram a velocidade de adoção que tanto preocupa as companhias que exploram um mercado de grande aceitação, por exemplo, na Europa e no Japão. A consultoria Agroconsult atestou a presença de milho transgênico em apenas 1,5% da área ocupada pelas lavouras do grão na safra de verão – que, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), totalizou 9,2 milhões de hectares.

Para a safrinha, a estimativa já era de 30% de área ocupada pelas variedades geneticamente modificadas. Segundo o relatório mais recente da Conab, apresentado em maio, a safrinha de milho ocupará 4,8 milhões de hectares no país. Estimativa semelhante para a área de milho safrinha com transgênicos é feita pela Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange).

“A velocidade de adoção da soja transgênica foi muito grande. No milho, o que preocupa é que essa rapidez parece que vai ser ainda maior”, diz Ricardo Souza, secretário-executivo da Abrange. “Temos feito um trabalho para mostrar que o transgênico como uma ferramenta a mais para o produtor, e não como um fim em si. O Brasil ainda é o único país com excedente de não-transgênico para exportar. Na Argentina e nos Estados Unidos não existe mais oferta. Com o não-transgênico, o Brasil ganhou mercados que não tinha”.

Projeções de mercado, entre elas a da própria Abrange, falam que a área dedicada ao milho geneticamente modificado pode chegar a até 70% já na temporada 2009/10. Preocupação adicional do setor ocorre em função de relatos de que compradores de grãos já têm tratado transgênicos e não-transgênicos sem diferenciação. Caso, por exemplo, da cooperativa goiana Comigo, de acordo com o dirigente. “Qualquer milho que entra no pátio já tem sido automaticamente considerado transgênico”, afirma Ivan Paghi, gerente técnico da entidade.

Na época da liberação da transgenia na soja, imbróglio semelhante ocorreu. A soja convencional conseguiu abrir flancos e se sustentar, entre outros motivos, porque as exportações brasileiras do grão estão em estágio bem mais desenvolvido. A oleaginosa é o principal produto na pauta de exportações do agronegócio brasileiro. O milho, por sua vez, até hoje não conseguiu manter constância nos embarques. No Brasil, a cultura sofre ainda com baixa produtividade em comparação com a obtida em outros países.

A soja convencional conseguiu ainda criar “bolsões” de produção – caso, por exemplo, da região de Campo Novo do Parecis (MT), onde cerca de 80% da terra ocupada pelas lavouras do grão é de não-transgênicos, segundo a Abrange.

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