Mesmo sob efeito do La Niña, lavouras paranaenes seguem embaixo de chuvas. A umidade no campo favorece surgimento da doença.
Alerta para ferrugem

A previsão inicial, divulgada por meteorologistas, de um possível período de seca no início dos meses de novembro e dezembro não se concretizou no Paraná Apesar de estar sobre a influência do fenômeno La Niña, que causa irregularidades de chuva na região Sul do País e excesso de chuvas no Nordeste, o clima paranaense continua marcado por chuvas neste começo de mês
Apesar da não ocorrência de nenhum foco de ferrugem asiática da soja nas lavouras comerciais da região de Londrina, o clima chuvoso dos últimos dias deixa os sojicultores em estado de alerta De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Rafael Soares, a umidade favorece o aparecimento da doença ”No momento a temperatura está um pouco baixa, mas assim que a chuva parar e o sol sair, teremos a condição ideal para o fungo”, esclarece Até o momento, o Paraná registrou sete ocorrências de ferrugem, sendo a última no município de Toledo (oeste), no dia 8
Segundo o pesquisador, mesmo após o fim das chuvas, os produtores terão que esperar a lavoura secar para entrar com máquinas e dar continuidade ao controle de plantas daninhas e pragas ”Grande parte da soja plantada na região está chegando na fase de florescimento e, por isso, os produtores devem redobrar a atenção”, orienta Soares Geralmente é a partir desse estágio que as plantas de soja começam a apresentar os sinais da doença
Leia também no Agrimídia:
- •Sem luz na infância, hoje à frente de um império de R$ 2,4 bilhões: a mulher que comanda gigante da carne suína em Santa Catarina
- •Fórum Estadual de Influenza Aviária reúne setor avícola para discutir prevenção e biosseguridade no RS
- •Conflito no Oriente Médio pressiona custos e ameaça rotas do comércio global de frango
- •Peste Suína Africana avança na Catalunha e acende alerta sanitário em Barcelona
A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e causa redução na produtividade Apesar de ter medidas de controle, como aplicação de fungicidas, a ferrugem é atualmente a doença que causa mais danos à cultura da oleoginosa
De acordo com a meteorologista do Simepar, Angela Beatriz Ferreira da Costa, as chuvas estão a baixo da média no Rio Grande do Sul Entretando, o clima do Paraná, devido a sua posição geográfica de transição climática, sofre influência do Sul, das regiões tropicais e de complexos convectivos vindos da Argentina e do Paraguai, que tem trazido as chuvas deste início de mês ”Todo o Paraná tem enfrentado esse quadro irregular, com ocorrência de fortes temporais e também de dias seguidos com chuva mais fraca”, explica Segundo a meteorologista, essa irregularidade de clima é uma característica do La Niña
A média esperada de chuvas para Londrina em dezembro deste ano é de 206 mm e até o momento foram registrados 140 mm Conforme a meteorologista, a interferência do La Niña é justamente a distribição irregular de chuvas Segundo ela, a orientação aos agricultores é para que acompanhem constantemente a previsão do tempo Para os próximos cinco dias, a previsão é de que as chuvas continuem, mas em menor volume, e de permanência de temperaturas ligeiramente mais baixas até sexta-feira
Preocupada com os efeitos do La Niña, no início do cultivo, em setembro, a Embrapa Soja orientou produtores a plantar em várias datas, bem como escolher variedades de ciclo diferenciado, algumas precoces e outras de maturidade tardia O intuito era reduzir o risco de perdas nas lavouras, em caso da ocorrência de algum período de estiagem.





















