Paranaenses comemoram situação da oleaginosa. Produção do grão é recorde em todo Estado.
Bom momento da soja

Mais uma vez, a produção de soja no País deve bater recorde. As condições meteorológicas favoráveis e a tecnologia adotada no campo são as grandes responsáveis pelo sucesso da cultura, que nesta safra deve atingir 72,23 milhões de toneladas. De acordo com o sétimo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), este volume é 5% ou 3,54 milhões de toneladas superior à safra 2009/10.
Até o dia 31 de março, em todo o Paraná, a colheita havia atingido 80% das lavouras. A produtividade, recorde, está estimada em 3.270 quilos por hectare. Quem já colheu e está feliz com a produção é o produtor de São Sebastião da Amoreira, Osvaldo Yamamoto. Ele dividiu a área de plantio entre duas variedades, sendo uma das escolhidas a cultivar CD 250RR-STS. “Choveu muito aqui na região e, mesmo com solo úmido, consegui colher muito bem a soja da Coodetec”, detalhou.
Yamamoto colheu 153 sacas de CD 250RR-STS por alqueire. Com a outra variedade, foram 3 sacas a menos por alqueire. “A cultivar CD aguenta mais o frio. Em outubro, deu um frio danado aqui na região e, mesmo assim, a planta estava lá, bonita.” Segundo o produtor, a variedade da Coodetec apresenta boa inserção de vagem, bom engalhamento e o porte também agrada. “Eu recomendo e assino embaixo, principalmente para quem planta milho safrinha. Quem quer ter sucesso no milho safrinha, precisa apostar em soja precoce como esta. Meu milho já está pendoando. Estou bem satisfeito.”
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A cultivar CD 250RR-STS é lançamento e já apresentou excelentes resultados em várias regiões do Sul do Brasil e Paraguai. Em Palotina, por exemplo, o produtor Jair Berticeli, alcançou 179 sacas por alqueire. Além da alta produção, o agricultor manteve longe a ameaça de uma famosa planta daninha: a buva.
CD 235RR
Em Paiçandu, também tem agricultor satisfeito com a produção de soja nesta safra. João Bologuesi Neto reservou parte de sua lavoura para a cultivar CD 235RR. Com a variedade Coodetec, o sojicultor alcançou 169 sacas por alqueire. “Plantei outras duas variedades tradicionais na região, mas o rendimento foi inferior. Consegui apenas 155 sacas por alqueire.”
O produtor de Paiçandu colheu com 10 dias de atraso, devido ao registro de chuvas na região. “Gostei muito dessa soja. É precoce, resistente ao acamamento, tem boa sanidade, porte bom e agüenta mais a chuva. Era a lavoura mais bonita”, explicou. Bologuesi afirma que a receita da boa produtividade é o plantio na hora certa, boa adubação, clima favorável e, principalmente, semente de qualidade.





















