Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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AveSui 2012

AveSui: Produtor terá ano de custos elevados

A combinação entre demanda internacional firme, quebra de safra e “apetite” asiático, deve manter os preços do o milho e da soja em alta. Segundo o economista Mendonça de Barros, produtor de aves e suínos deve se preparar para mais um ano de custos de produção elevados.

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No que depender dos preços do milho e da soja a dor de cabeça dos produtores de aves e suínos vai continuar em 2012. A combinação entre demanda mundial aquecida, estoques apertados, forte demanda asiática e quebra da safra na América do Sul deve manter os preços dos grãos “muito firmes”. O diagnóstico é do economista José Roberto Mendonça de Barros, diretor da MB Agro. “As demandas mundial e local estão aquecidas, a China se tornou um grande importador de milho e a tivemos uma quebra de safra na América do Sul. Nesse cenário os preços mantêm-se firmes e seguirão relativamente sustentados”, prevê o economista.

O alto preço dos insumos de alimentação foi o principal entrave enfrentado pelos setores de aves e suínos em 2011. Com os preços do milho e da soja em alta, os custos de produção de dos dois setores se elevaram, achatando a rentabilidade avicultores e suinocultores. O calvário segue neste ano.

Quebra de safra e demanda asiática – De acordo com Mendonça de Barros, a quebra de safra na América do Sul, em especial na Argentina, e o “apetite” chinês por grãos manterão a cotação das commodities agrícolas elevas, pelo menos em curto e médio prazos. “Talvez não seja tão apurado para o produtor de aves e suínos quanto foi no ano passado, mas não vejo grandes quedas nos preços do milho e da soja com esta situação de oferta e demanda em 2012”, afirma o economista.

Mendonça de Barros explica que a seca de dezembro-janeiro na América do Sul, prejudicou significativamente as colheitas de milho e soja, especialmente na Argentina, elevando os preços e gerando incertezas no mercado, que está mais especulado. “A seca, principalmente na Argentina, atrapalhou a colheita na América do Sul reduziu a oferta de milho e soja num momento de demanda firme, por isso os preços seguem sustentados”, afirma.

A quebra de safra na América do Sul não foi pequena. Além de perdas no Brasil, a seca comprometeu a colheita de milho e soja da Argentina, grande produtor de commodities agrícolas. O governo argentino projeta uma safra de milho de 21,2 milhões de toneladas nesta safra, enquanto a colheita de soja 2011/12 foi estimada em 44 milhões de toneladas. As projeções iniciais haviam previsto o milho em 30 milhões de toneladas e a soja em 53 milhões de toneladas.

Outro fator que pressiona os preços do milho e da soja, explica Mendonça de Barros, é a demanda asiática. Ao contrário do que muitos economistas esperavam, a demanda asiática por alimentos continua crescendo, apesar da desaceleração econômica do continente. “A China, que já é o maior importador de soja, tornou-se um comprador líquido de milho nos últimos anos e não há indícios de que isso venha a mudar”, afirma Mendonça de Barros.

Historicamente exportadora de milho, a China passou a importadora em 2009 e, no ano passado, foi responsável pela compra de cerca de 5 milhões de toneladas do cereal. Segundo o economista, muitos analistas e os próprios chineses afirmam que o gigante asiático deve ultrapassar o Japão e assumir o posto de maior importador de milho nos próximos anos. O “apetite” chinês deve, já neste ano, apertar a já baixa oferta global de milho e pressionar os preços internacionais do cereal.

Mendonça de Barros foi um dos palestrantes do Painel Conjuntural, realizado na manhã de hoje (02/04), na Avesui América Latina.  Maior evento das cadeias produtivas de aves e suínos da América Latina, a AveSui segue com intensa programação até quarta-feira (04/04).

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