Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,01 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,72 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.253,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 217,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 184,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 178,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 189,43 / cx
Insumos

Soja: MT tem apenas 1,2 milhão de toneladas a comercializar

Das 21,36 milhões de toneladas produzidas, restam cerca de 1,2 milhão t disponível para ser negociada, ou, 5% do total colhido.

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Soja: MT tem apenas 1,2 milhão de toneladas a comercializar

A temporada 2011/12 de soja, em Mato Grosso, se encerrou no início de abril, há pouco mais de um mês, e praticamente já não há quase grãos disponíveis para atravessar o período da entressafra, que em 2012 parece que vai ser o mais longo de todos os tempos. Das 21,36 milhões de toneladas produzidas, restam cerca de 1,2 milhão t disponível para ser negociada, ou, 5% do total colhido.

Dados de comercialização divulgados ontem pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que mais de 94% da produção atual está vendida, percentual que supera em 10,6 pontos percentuais o registrado em igual período do ano passado. A safra 2010/11 foi 3,8% menor em relação à atual, 20,56 milhões t.

“Resta pouco mais de 1 milhão de toneladas nas mãos do produtor mato-grossense e acreditamos que o baixo volume, aliado a outros fatores mercadológicos, contribua para a manutenção da cotação em alta, como estamos registrando há meses”, explica o gestor do Imea, Daniel Latorraca. “O que comprovamos com números agora é algo que todos estavam observando no dia-a-dia do mercado. Baixa oferta mundial em 2011 e elevado consumo não podiam resultar em outra coisa. Tudo que víamos acontecer agora está definido pelos números”, completa. Como frisa o gestor, é exatamente essa sobra da safra 2011/12 é que pode aproveitar de fato o bom momento de preços, “já que o maior volume da produção foi comercializado antecipadamente, ainda no decorrer de 2011, tendo seus valores fixados em níveis abaixo dos recordes atuais”.

Latorraca acredita que os 5% restantes serão vendidos de forma mais cadenciada pelo próprio produtor. Mas o gestor frisa que é preciso estar atento ao mercado. “Com o início da safra norte-americana – maior produtor mundial de soja e milho – entramos para o chamado ‘mercado de clima’, momento em que qualquer notícia, boa ou ruim, sobre o desenvolvimento das lavouras, é suficiente para derrubar ou inflamar ainda mais o mercado e por isso é preciso estar atento para aproveitar da melhor forma possível os picos que estiverem por vir”.

Todas as regiões mato-grossenses aumentaram o ritmo das vendas desta safra em relação ao mesmo período do ano passado. Exemplo dessa movimentação está no sudeste, que no ano passado, neste mesmo período, havia comprometido 76,7% da safra – safra essa 3,8% menor em relação a 2011/12 – passando a 90,6%, avanço de 14 pontos percentuais (p.p.), a maior observada pelo Imea.

Outro recorde – O prolongamento da entressafra mato-grossense deverá ser registrado no próximo ano, já que o volume atual de vendas antecipadas da nova safra, 2012/13, como divulgado pelo Diário, nas edições da última sexta-feira e sábado, atinge 45%, ritmo que como destacou o diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Marcelo Duarte, abrevia a movimentação em seis meses, já que “percentuais como esses eram vistos, tradicionalmente, no Estado, em novembro”.

Sem grãos disponíveis, cabe ao mercado garantir o abastecimento com o grão de uma safra que ainda está sendo planejada pelos sojicultores estaduais e que só começará a ganhar forma, a partir de setembro, com a chegada das primeiras chuvas.

“Devido a todo esse movimento financeiro positivo para o mercado da soja, a comercialização dos grãos entre abril e maio, tanto para esta safra, quanto para a safra 2012/13, aumentou consideravelmente. No entanto, o destaque ocorreu na comercialização da próxima safra, 12/13, cujos preços atrativos fizeram com que as vendas dos grãos e as trocas com os insumos passassem a comprometer 45,2% da produção estimada em 23 milhões de toneladas”. Como explica Latorraca, a evolução foi de 21,7 pontos percentuais frente ao número divulgado em abril, quando então se tinham 23,5% da próxima safra vendida. “A tendência dos negócios, com a continuidade do preço em alta, é que o produtor comprometa o valor referente ao custo dos insumos e mais uma parte para o custeio inicial da safra, como mão-de-obra e combustíveis.

Na corrida pelo novo grão, lideram os negócios os sojicultores da região médio norte, com 21,3% da produção fixada, evolução de 27,5 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado, seguido do oeste estadual, cuja venda já abocanha cerca de 19,8% da produção, o que garante um avanço anual de 24,2 p.p.

A escassez move a corrida pelo grão e é reflexo da quebra das safras brasileira, argentina e de uma produção prevista aquém da safra passada nos Estados Unidos. Na contramão, há uma China faminta pela soja e em plena formação de seus estoques, comprando tudo que encontra. Mato Grosso, pelas dificuldades logísticas, acaba contabilizando um terceiro fator positivo à formação de preços que é a valorização do dólar, performance que vem acompanhando as altas da saca na Bolsa de Chigaco, onde há a formação dos preços.

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