Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Safrinha deve ampliar a oferta de milho

Para equilibrar o mercado, país terá de exportar ao menos 10,5 milhões de toneladas, índice só atingido uma vez, em 2009/10.

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Safrinha deve ampliar a oferta de milho

A produção nacional de milho de inverno deve ser 40% maior, conforme o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso em função do crescimento do cultivo em Mato Grosso (39%, de 1,84 milhão para 2,55 milhões de hectares) e no Paraná (12,5, de 1,72 para 1,93 milhão de hectares) no ciclo de inverno. Como a “safrinha” vai bem, a produção da temporada pode chegar a 65,14 milhões de toneladas, com expansão de 13,5% na oferta.

Para que o excedente não derrube os preços no mercado interno, será necessário exportar pelo menos 10,5 milhões de toneladas, estima a Conab. As exportações só passaram de 10 milhões de toneladas em 2009/10. No Paraná, a cotação se mantém acima de R$ 20 por saca de 60 quilos. O risco é de os produtores terem a margem de lucro reduzida ao limite dos custos operacionais, que estão em R$ 15 por saca.

Apesar do risco de os preços do milho caírem, os produtores da Região Noroeste do estado seguem confiantes em relação à safrinha. A produção deve ser colhida entre os meses de julho e agosto e, como em praticamente todo o estado, as lavouras apresentam bom estado.

Produtor de milho em Doutor Camargo (cerca de 36 quilômetros de Maringá), Luiz Totti de Souza diz acreditar que o preço não cairá muito em relação a outros anos. “Para quem vendeu a R$ 14 anos atrás, entregar hoje por R$ 20 está bom demais”, comentou. “Mais que isso não poderemos cobrar, senão vamos afetar os criadores de suínos e frangos.”

Segundo Souza, a safrinha não germinou bem por causa da seca do início do ano. Apesar daquele momento negativo, a expectativa é de boa colheita. “Não nasceu bem [a produção], mas agora está melhor”, disse. Os casos de quebra são estimados em 10%, o que é considerado normal em se tratando da safra de milho de inverno.

O produtor Devanir Pires Martins, de Maringá, comenta que os valores da safrinha devem ser menores, mas próximos dos atuais. Ele também aponta que a produção não vai atingir 100% de seu potencial. “A seca deu uma prejudicada, mas acredito que a média seja entre 200 e 220 sacas por alqueire (5 mil e 5,5 mil quilos por hectare).”

Conforme monitoramento da Secretaria da Agricultura (Seab), 87% das lavouras de milho do Paraná encontram-se em bom estado e 12% seguem regulares. Apenas 1% pode ser considerado ruim. Um terço das lavouras entrou na fase de frutificação e metade está em florescimento, fases decisivas na determinação do volume da safra.

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