Baixa oferta deve conter demanda mundial por milho e soja.
Mercado poderá ‘racionar’ até 30% da demanda de soja
O tempo seco que entre o fim de 2011 e o início deste ano varreu das lavouras boa parte dos grãos que seriam produzidos na América do Sul, também devastou os plantios no Meio-Oeste americano, especialmente nos últimos dois meses. Resultado: uma oferta de soja e milho arruinada, e a necessidade urgente de conter a demanda mundial.
Com o início da colheita do ciclo 2012/13 nos Estados Unidos, analistas começam a colocar na ponta do lápis quanto dessa demanda, afinal, terá de ser reprimida. “Acredito que o mercado precisará racionar 27,7% da demanda por soja”, diz Stefan Tomkiw, vice-presidente da mesa de derivativos para América Latina do Jefferies Bache, em Nova York.
Para Tomkiw, 8,1 pontos percentuais desse corte viriam do esmagamento e 19,6 das exportações, o que totalizaria 9,25 milhões de toneladas. “Esses números dizem respeito aos EUA, mas como este é o único grande fornecedor de soja neste momento, a projeção faz bastante sentido no cenário mundial”, completa.
Porém, para frear a demanda, é preciso uma elevação maior nas cotações da soja, já que o interesse dos compradores ainda não deu sinais concretos de arrefecimento. “Preços acima de US$ 17,50 por bushel na bolsa de Chicago (na sexta-feira, ficaram em US$ 17,3150) devem começar a estimular o racionamento”, afirma Tomkiw.
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Um outro analista que opera no mercado internacional acredita que esse valor seja ainda um pouco maior, entre US$ 18 e US$ 19 por bushel. Para ele, o mercado precisará racionar entre 7 milhões e 10 milhões de toneladas de soja. “Mas dependerá muito da produção mundial. Haverá maior oferta de soja no mercado com o início da colheita americana, mas um problema climático no Brasil ou no Paraguai, que estão começando o plantio, pode mexer com esse quadro”, pondera o especialista, que acredita que a máxima de preços da oleaginosa virá em setembro.
Em relação ao milho, o analista prevê a necessidade de um racionamento de 38 milhões a 42 milhões de toneladas, vindo, principalmente, do consumo americano. “Milho é um problema interno dos EUA. Diferente da soja, o grão é mais para abastecimento doméstico, já que 40% da produção é destinada ao etanol no país”, completa.























