Números sobre estoques americanos derrubam mercado de grãos na bolsa de Chicago.
Preço do milho cai 12,5% em dois pregões em Chicago
Em apenas dois dias, os preços internacionais do milho caíram 12,5% e atingiram o patamar mais baixo desde junho na bolsa de Chicago – um reflexo da constatação de que os americanos mantinham mais grãos em seus armazéns em 1º de março do que o mercado imaginava.
Segundo Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, fundos liquidaram 75 mil contratos de compra (com os quais apostam na alta dos preços) desde quinta-feira, quando o Departamento de Agricultura dos EUA publicou seu relatório trimestral de estoques. Ilustrando, é como se o mercado tivesse vendido, de uma única vez, 9,5 milhões de toneladas do grão. Ontem, os contratos de milho para julho fecharam a US$ 6,2675, em baixa de 49,25 centavos.
Os preços da soja também voltaram a cair ontem, mas emitiram sinais de que estão perto de um piso. Os contratos para julho fecharam em baixa de 13,25 centavos, cotados a 13,7225 por bushel, menor patamar desde 13 de janeiro.
Segundo Flávia Moura, analista da Newedge USA, os preços devem voltar logo aos níveis observados antes do relatório do USDA. “Embora maiores do que o esperado, os estoques não são grandes. Há espaço para mais exportação dos Estados Unidos, sobretudo com os problemas logísticos no Brasil, mas não em volumes tão grandes”.
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