O milho safrinha produzido por agricultores da região sudoeste paulista e norte do Paraná superou as expectativas de produtividade.
Milho Safrinha bate recorde de produtividade na região Sudoeste Paulista

O milho safrinha produzido por agricultores da região sudoeste paulista e norte do Paraná superou as expectativas de produtividade. A segunda safra do ano apresentou ótima qualidade de produto e números acima do esperado. Segundo levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati), órgão da Secretaria de Agricultura do estado de São Paulo, somente a região de Itapeva colheu uma média de 115 sacas por hectare do grão, volume muito expressivo, considerando a época de plantio.
De acordo com Vandir Daniel da Silva, engenheiro agrônomo da Cati, o milho safrinha continua como a cultura preferida para quem é adepto ao plantio direto e aposta na soja no verão. “A matéria orgânica é muito importante para quem quer ter sucesso na agricultura. A palhada do milho participa desse processo de maneira muito eficiente”, afirma.
Vandir ressalta ainda que os números da safrinha crescem a cada ano e está se tornando tão importante quanto a safra de verão. “Há poucos anos atrás, colhia-se menos na safrinha. Tínhamos uma média 80 sacas por hectare enquanto no verão o rendimento era de 120 sacas. Hoje a produtividade entre as duas está bem equilibrada”, diz Vandir.
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José Eduardo Amadeu, responsável pelo departamento de sementes da Nutriceler, explica que a safrinha pode ser mais interessante do que a safra verão, tendo em vista que a qualidade e a produtividade estão próximas. “O investimento no milho safrinha é mais baixo do que no milho verão. Além disso, estamos vendo uma produtividade excelente, que não pode mais ser chamada de safrinha”, explica.
José afirma ainda que para driblar a instabilidade do mercado, é preciso investir em alta produtividade. “Hoje, a maioria dos produtores buscam no mercado cultivares de melhor qualidade e tecnologia. Se o clima ajudar, como foi o caso este ano, o resultado será plantas mais resistentes e um produto final de ótima qualidade e com mais saída”, afirma.
Em Itapeva, o agricultor Eduardo Schreiner comemora a boa produção. As lavouras de milho das Estâncias Suruti, São Carlos e Primavera registraram uma média de 133 sacas por hectare. Para Eduardo, o sucesso da produção é resultado de investimentos em alta tecnologia nutricional e manejo adequado.
Tratamento – Além do solo equilibrado, em função da prática do plantio direto sobre a palha, o manejo nutricional também contou com a aplicação de fertilizantes foliares de alta eficiência. O agricultor afirma que além de maior facilidade de aplicação e logística, o produto apresenta melhor performance sobre a planta.
O produto Coron 25-0-0, tecnologia desenvolvida pela empresa norteamericana Helena Chemical Company, fabricado e distribuída no Brasil pela Nutriceler, foi fundamental para a ótima formação do milho, explica Eduardo. “O Coron disponibilizou o nitrogênio para a planta nos momentos de maior demanda. Esse produto sempre nos dá respostas muito positivas”, comemora Eduardo.





















