Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,76 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,53 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,63 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,59 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,98 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,48 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 185,94 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 154,14 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 174,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,18 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,20 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.360,73 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.329,79 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,19 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,24 / cx
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Soja: atuais níveis de preços mantêm comercialização travada

Durante todo o pregão os principais vencimentos registraram pequenos ganhos que não passaram dos 5 pontos.

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Com informações já conhecidas pelos investidores, os futuros da soja, nesta quarta-feira (24), fecharam mais uma sessão com estabilidade na Bolsa de Chicago e oscilações bem pouco expressivas. Durante todo o pregão os principais vencimentos registraram pequenos ganhos que não passaram dos 5 pontos.

Para Bob Burgdorfer, analista de mercado e jornalista do site norte-americano Farm Futures, esse pequeno avanço dos preços foi resultado de um movimento de cobertura de posições e de algumas compras especulativas depois das baixas registradas nos últimos dias.

“A maior parte das notícias sobre a safra dos Estados Unidos é baixista, com clima ideal para o desenvolvimento da colheita no Meio-Oeste norte-americano”, afirma Burgdorfer. As previsões climáticas seguem indicando temnpo quente e seco para as principais regiões produtoras até o início de outubro, o que deverpá ajudar na secagem do milho e da soja e facilitar o andamento dos trabalhos de campo.

“Além disso, os mercados exportadores se mostram mais quietos essa semana, ao contrário do que vimos na semana passada, quando a China comprou mais de 2 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos”, completa o analista.

Nesta quinta-feira (25), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim semanal de vendas para exportação e os números poderiam incentivar um movimento mais expressivo do mercado, seja de baixa ou alta para as cotações.

Para Flávio França Junior, consultor de mercado, o mercado da soja, no entanto, mantém seu perfil baixista, o que deve ser intensificado à medida em que avança a colheita nos Estados Unidos. Dessa forma, acredita também, portanto, que os preços podem não ter encontrado suas mínimas ainda.

“O perfil do mercado internacional continua o mesmo, confirmando a possibilidade de os preços recuarem um pouco mais com o andamento da colheita. O mercado não tem força no curto e médio prazo para uma alta expressiva diante dessa avalanche de soja norte-americana”, explica o consultor. “O mercado precisa de um fato novo para subir de forma consistente e as atenções começam a se voltar agora para a definição de área e o plantio na América do Sul”, completa.

Mercado Interno
No mercado interno, o cenário também não apresenta grandes alterações, uma vez que os atuais patamares de preços não incentivam a efetivação de novos negócios. Embora ainda remuneradores, os produtores brasileiros apostam em melhores oportunidades de venda mais adiante, bem como alguns analistas de mercado, e evitam os negócios futuros.

Com isso, a comercialização da safra 2014/15 do Brasil está bastante atrasada em relação a anos anteriores e, de acordo com França Junior, esse é um período que exige do produtor cautela e observação do mercado. Já para os negócios ainda da safra 2013/14, o consultor afirma que é preciso observar os picos de preços que ainda são registrados, o bom avanço da taxa de câmbio e também os prêmios nos portos.

“O produtor precisa ter muita atenção agora à formação de seus custos e não pode abrir mão de tecnologia. Um erro comum é em ano de preços mais baixos haver um corte de custos, mas em anos como esse não pode errar e não pode haver muito risco”, orienta o consultor.

Além disso, é importante ainda que o produtor brasileiro siga observando o andamento da taxa de câmbio e o seu impacto na formação dos preços internos. Depois de bater nos R$ 2,41 na sessão anterior e contribuir para as cotações da soja nos portos e no interior do Brasil, nesta quarta o dólar fechou com baixa de quase 1% frente ao real e terminou o dia a R$ 2,38. O recuo da moeda norte-americana se deu com a maior intervenção do Banco Central no andamento dos negócios.

De acordo com informações da agência Reuters, “a medida do BC deve evitar que a moeda norte-americana continue subindo no mesmo ritmo das últimas semanas, mas não é suficiente para impor uma trajetória de queda mais consistente, já que incertezas eleitorais e internacionais devem continuar pesando sobre o mercado brasileiro”.

Ainda assim, os preços subiram em algumas praças como Não-Me-Toque/RS, com ganho de 0,98% para R$ 51,50/saca, R$ 54,00 em Cascavel/PR, subindo 2,86% e alta de 1,45% para a soja no porto de Paranaguá, onde o dia terminou com o preço valendo R$ 56,00.

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