A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) reforçou as críticas à ampliação do vazio sanitário para a soja no estado.
Aprosoja-MT critica ampliação do vazio sanitário no estado
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) reforçou as críticas à ampliação do vazio sanitário para a soja no estado. A instituição questionou a decisão publicada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) que aumenta o período em que é proibida a permanência de plantas de soja nas lavouras.
De acordo com a Instrução Normativa, o vazio sanitário em Mato Grosso foi ampliado para 138 dias e passou a valer de primeiro de maior a 15 de setembro. A Aprosoja-MT discorda e defende que o ideal seria aumentar o fim do vazio para 30 de setembro.
“A soja colhida antecipadamente acaba disseminando inóculos da ferrugem asiática para outras lavouras, quando não controlado corretamente”, explica o presidente da entidade, Ricardo Tomczyk, em comunicado da entidade.
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Tomczyk avalia que a discussão está focada em uma pequena área de plantio de soja safrinha, que representa menos de 2% do cultivado em Mato Grosso.
“Estamos discutindo a eficiência de fungicidas e o impacto nas lavouras, mas os órgãos competentes tentam resolver um pequeno problema e deixam de fora 98% da área de soja do estado”, destaca.
A associação entende que há problemas técnicos no manejo da safrinha de soja, mas ressalta que este período de Vazio Sanitário irá impactar fortemente no mercado de sementes. “Na safrinha há a produção de sementes salvas e isso é uma forma de regular o mercado, fato importante para o produtor”, diz Tomczyk.
Para o presidente da Aprosoja-MT, o setor não foi ouvido adequadamente nesta discussão. “Só fomos convocados para votar sobre o período do vazio sanitário, não nos chamaram para as discussões técnicas. Isso não é construtivo.”























