Na Bolsa de Chicago, a entrada da maior safra da história do Brasil e o clima de aversão ao risco limitaram a reação
Mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento. Negócios pontuais foram registrados apenas em algumas regiões. Os preços foram pressionados pela queda nos prêmios, instabilidade de Chicago e recuo do dólar.
Os produtores vendem apenas o necessário e aguardam repiques para entrar com força no mercado.
Passo Fundo (RS): recuou de R$ 165,00 para R$ 163,00
Região das Missões: baixou de R$ 166,00 para R$ 162
Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 171,00 para R$ 167,00
Cascavel (PR): decresceu de R$ 153,00 para R$ 152,00
Porto de Paranaguá (PR): passou de R$ 164,00 para R$ 163,00
Rondonópolis (MT): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00
Dourados (MS): recuou de R$ 150,00 para R$ 149,00
Rio Verde (GO): baixou de R$ 147,00 para R$ 144,00
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Soja na Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira (20) com preços mistos. As primeiras posições esboçaram recuperação técnica, após as recentes perdas e reagindo aos bons números de inspeção de exportação dos Estados Unidos. No entanto, a entrada da maior safra da história do Brasil e o clima de aversão ao risco limitaram a reação.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 716.618 toneladas na semana encerrada no dia 16 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava em 575 mil toneladas.Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 633.367 toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 9,50 centavos ou 0,64% a US$ 14,86 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 14,66 3/4 por bushel, com ganho de 5,50 centavos de dólar ou 0,37%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 3,30 ou 0,7% a US$ 462,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 57,99 centavos de dólar, com ganho de 0,53 centavo ou 0,92%.
Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 0,53%, cotado a R$ 5,2420. Embora a atmosfera nesta segunda tenha apresentado discreta melhora, os próximos dias devem ser marcados por cautela, com as reuniões de Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e Comitê de Política Monetária (Copom) – que começam amanhã -, além da espera por mais novidades sobre o novo arcabouço fiscal.





















