Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,54 / kg
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Suíno - Estadual SCR$ 6,04 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 197,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
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Soja na Argentina

Em cada três sacas de soja exportadas, mais de uma fica com o governo argentino. Falta apoio, reclamam sojicultores.

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Soja na Argentina

Terceiro país que mais exporta grãos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Brasil, a Argentina precisa vencer uma série de desafios internos para manter-se no topo desse ranking. A falta de apoio do governo ao setor agropecuário é o principal deles. O crédito rural oficial é praticamente inexistente. Para custear a produção, produtores descapitalizados têm de recorrer a bancos privados, que cobram taxas de 14% ao ano para financiar a atividade agropecuária.

Com a justificativa de garantir o abastecimento interno, conter a inflação e aumentar a arrecadação fiscal, o governo controla a saídas de bens primários fixando cotas e exigindo a liberação prévia de licenças de exportação. Os produtos que saem do país estão sujeitos a taxações pesadas, chamadas de retenções, que chegam a 35% no caso da soja em grão, principal commodity exportada pelo país.

A política existe na Argentina há muito tempo, mas tem sido intensificada nos últimos anos, causando desconforto no campo e complicando ainda mais a já conturbada relação entre governo e setor produtivo. “É como um casamento antes do divórcio. Não há diálogo”, compara Sandra Occhiuzzi, coordenadora do setor de risco agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina (MinAgri).

Produtores argentinos ouvidos pela Expedição afirmam ser favoráveis à tributação, mas discordam das alíquotas cobradas e do modo como o dinheiro arrecado é utilizado. “Se esses recursos fossem usados para ajudar o setor, incentivar a produção, pagaríamos com gosto. Mas o problema é que não tem transparência no processo, ninguém sabe para onde vai esse dinheiro”, considera Juan Trossero, de Clarke (Santa Fé).

“As retenções são importantes porque o país passa por um momento difícil, de crise, de baixa arrecadação. Mas têm que ser reduzidas, porque o peso sobre o produtor é muito grande. O governo está castigando quem produz e não cobra impostos dos proprietários das terras, que são especuladores imobiliários. Eles não empregam ninguém, não gastam um peso com semente ou insumos, não movimentam a economia”, defende Alejandro Calderón, de Pergamino (Buenos Aires).

A economia argentina é altamente dependente da produção agropecuária. “A participação do setor na balança comercial é substancial, cerca de 70% das exportações nacionais. O campo é o responsável pelo superávit fiscal do país”, calcula Fernando Julian Echazarreta, subgerente-geral da Associação de cooperativas Argentinas (ACA).

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