Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Radiação no Japão

Problema com usina nuclear ameaça afetar a venda de produtos alimentícios japoneses. Preocupação atinge manufaturados.

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Radiação no Japão

Sinais de contaminação de produtos japoneses por radiação podem afetar a produção e as exportações do país, ampliando assim o impacto econômico causado pelo terremoto e pelo tsunami. Já há vários casos envolvendo produtos alimentícios. Além disso, o setor automobilístico veio a público na sexta para negar que veículos produzidos no Japão estivessem contaminados por radiação.
O governo japonês deve decidir hoje proíbe a venda de alimentos produzidos nas proximidades da acidentada usina nuclear de Fukushima, no nordeste do país. Ontem o governo informou que radiação acima dos limites aceitos foi encontrada em leite e espinafre vindos da região, na primeira admissão oficial de contaminação.
O governo não informou como ocorreu a contaminação dos produtos, o que, segundo especialistas, dificulta a avaliação dos riscos para a cadeia produtiva.
Mas, antes mesmo de o governo agir, consumidores já evitavam ontem nos supermercados alimentos produzidos na zona atingida pelo vazamento de radiação.
É possível que essa cautela do consumidor diante do risco ou da suspeita de contaminação por radiação se repita fora do Japão, afetando assim a demanda externa por produtos japoneses.
Ontem, o governo de Taiwan informou ter encontrado radiação acima do normal em vegetais importados do Japão, mas que o nível de radiação ainda se encontrava dentro dos limites aceitos. Vários países já determinaram uma verificação mais rigorosa de radiação em produtos vindos do Japão.
O próprio governo e empresas do Japão passaram a submeter alimentos e manufaturados a testes de radiação. A iniciativa é uma resposta aos sinais de preocupação crescente de consumidores japoneses e do exterior de que produtos do país possam estar contaminados pela radiação que ainda vaza da usina nuclear de Fukushima.
O governo determinou que produtos agrícolas, pescados e também a água potável passem a ser submetidos a testes. Ontem foi divulgado que a água na região da usina nuclear está com nível de radiação acima do normal, mas ainda dentro dos padrões aceitos.
O Japão não é um importante exportador de alimentos, mas vende alguns itens de alto valor agregado. Produtores temem que cortes caros de carne bovina, como o wagyu, e o arroz, alimento base no país, podem ser retirados das prateleiras e barrados para a exportação caso sejam detectados níveis excessivos de radiação. Isso teria um impacto sobre a produção e o comércio exterior do país.
“Estou preocupado com a reação excessiva dos consumidores”, disse na sexta-feira Tetsurou Shimizu, pesquisador-chefe do Instituto de Pesquisas Norinchukin, em Tóquio. “Os agricultores da região correm o risco de verem seus produtos rejeitados pelos consumidores, mesmo que não haja evidências científicas para isso.”
A região de Fukushima produz arroz, vegetais, frutas, carne bovina e suína, frango e ovos. A inspeção para detectar radiação imposta pelo governo vale não só para a região, mas para todo o país.
Entre março de 2009 e março de 2010, o Japão exportou 677 toneladas métricas de carne bovina. Vietnã e Hong Kong foram os dois maiores compradores. As exportações de arroz chegaram a 1.898 toneladas – sendo Hong Kong e Cingapura os principais mercados.
Na quinta-feira, a União Europeia recomendou que os japoneses adotem controle mais rigorosos aos produtos agrícolas. Vários países asiáticos, como Coreia do Sul, Indonésia, Tailândia, Malásia, Cingapura e Filipinas, estão submetendo alimentos importados do Japão a testes de radiação.
A indústria automobilística japonesa, setor-chave da economia do país, também rastreia radioatividade em seus carros. A Nissan informou na sexta-feira que todos os seus modelos estão sendo submetidos a testes de radiação ao saírem da linha de montagem.
Os testes, segundo a montadora, visam garantir que os veículos mantenham “padrões de segurança internacionalmente aceitos”. O monitoramento será feito até que a crise nuclear seja resolvida.
Na sexta-feira, a Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão tentou afastar o fantasma que pode vir minar a competitividade dos carros japoneses pelo mundo. Em nota, disse que não há nas fábricas japonesas níveis de radioatividade perigosos à saúde.

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