Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agricultura paraguaia

Paraguai comemora 200 anos de independência como grande potência agrícola. Este ano, a safra de soja deve bater recorde de produção.

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Agricultura paraguaia

Os paraguaios fazem questão de mostrar que o patriotismo está em alta. Na capital, Assunção, os prédios históricos, acinzentados, estão “coloridos” com bandeiras.

As comemorações pelos 200 anos de independência se espalham pelo país. No campo, a festa este ano é dupla. Além dos festejos pelos 200 anos da independência, o Paraguai também comemora uma safra recorde.

A agricultura paraguaia é variada. Nos campos têm milho, trigo, girassol, canola, mas é a soja que ocupa a maior área.

O país vizinho é o quarto maior exportador mundial de soja, atrás dos Estados Unidos, do Brasil e da Argentina.

Os silos espalhados pelo Paraguai estão cheios de soja, a colheita terminou há pouco mais de dois meses. O governo paraguaio ainda não terminou o levantamento, mas a previsão é que esta seja a maior safra da história com mais de oito milhões de toneladas.

O assessor da Câmara Paraguaia de Exportadores de Grãos, Luis Cubilla, explica que a área de plantio não tem aumentado muito, o que tem feito diferença é o uso da tecnologia em todos os pontos. “Há melhora na qualidade do solo, nos níveis de fertilização, ano a ano, e isso fez com que aumentasse a produtividade nos campos”.

E se a riqueza paraguaia dá em grãos com cor de ouro, esse reinado tem dono. De cada 100 quilos de soja produzidos no país, dois pertencem ao senhor Tranquilo Favero, o Rei da Soja do Paraguai.

Favero é um dos 300 mil brasileiros que vivem hoje em solo paraguaio, são os chamados brasiguaios. “Eu sempre pensei: roupa, veículo, sapato, avião, de tudo isso necessitamos, mas podemos sobreviver sem eles. Não deixa de ser um pouco supérfluo, mas a comida não, quem é a pessoa que pode viver sem comida?”
Encontrar agricultores paraguaios é uma tarefa difícil. Juan Alderete é um dos poucos paraguaios que tem terras na região do município de São Alberto, a quase 100 quilômetros da fronteira. Ele planta trigo, soja e cria gado. O produtor tem 60 cabeças e cultiva quase 200 hectares de soja, agora, com milho safrinha. A perspectiva é de uma boa produção para esse ano.

A fertilidade do solo valorizou as terras. Quase não se acha mais para vender. “Está valendo US$ 30 mil por alqueire,” conta Juan.

Com mais da metade da produção agrícola do Paraguai nas mãos de brasileiros e descendentes, os conflitos têm sido frequentes no país. Na fronteira com Mato Grosso do Sul, várias famílias foram expulsas das terras e aguardam assentamento no Brasil. Na fronteira com o Paraná, a situação também é tensa.

O ministro da Agricultura do Paraguai, Enzo Cardoso, afirma que o governo tem interferido nos conflitos entre brasiguaios e campesinos, os sem-terra do Paraguai, e dá garantias: “Aquele cidadão paraguaio ou estrangeiro que quer investir no Paraguai deve pagar os impostos, deve ter o título da terra, cumprir com suas condições de contribuintes e ninguém vai lhe incomodar”.

Com a persistência dos paraguaios que não quiseram abandonar o campo e com a coragem dos brasiguaios desbravadores, o Paraguai comemora os 200 anos de independência como uma potência agrícola.

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