O setor precisa de 75 milhões de euros para fazer face às novas regras de Bruxelas. O prazo de aplicação é julho.
Quase 80% das produtoras de ovos correm o risco de fechar em Portugal

A insuficiência de capitais próprios e as dificuldades de financiamento decorrentes da atual conjuntura econômica podem ditar o fechamento de cerca de 110 empresas produtoras de ovos – num universo nacional próximo das 140 – na sequência da obrigação de, até julho próximo, serem adotadas as regras comunitárias de bem-estar dos animais em cativeiro (no caso, galinhas poedeiras).
Os números são da responsabilidade da Associação Nacional dos Avicultores Produtores de Ovos (Anapo), cujo dirigente, Paulo Mota, admite não vislumbrar junto do Ministério da Agricultura qualquer possibilidade de contribuir para solucionar o problema. “Nem linhas de crédito bonificadas por um aval do Estado, nem a transferência de verbas comunitárias do programa PRODER: o Ministério não se compromete com nada”, alerta Paulo Mota.
Mesmo assim, e uma vez que as negociações ainda não estão encerradas, a associação ainda tem esperança de uma solução – que, defende, deveria passar preferencialmente pela alocagem ao setor de financiamento do PRODER. “Enviamos a última carta sobre a matéria no dia 28 de dezembro do ano passado”, mas entretanto a ministra da tutela, Assunção Cristas, remeteu o assunto para o secretário de Estado, Diogo Albuquerque, “que ainda não respondeu”.
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