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Manejo e aquecimento complementar garantem desempenho de aves e suínos

O manejo correto e a oferta de um aquecimento suplementar são cuidados fundamentais.

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Redação SI 02/07/2002 – O clima e a temperatura podem influenciar no desempenho das aves e suínos. Por isso, no inverno alguns cuidados são essenciais. O manejo correto e a oferta de um aquecimento suplementar são cuidados fundamentais. Na avicultura os produtores precisam cuidar especialmente quando as aves são jovens, pois elas ainda não possuem o sistema termoregulador desenvolvido. Na suinocultura também é preciso atentar para os primeiros dias de vida dos leitões, quando o estresse provocado pelo frio pode resultar em coma hipotérmico e morte.

Suinocultura

No período de frio é preciso ter atenção especial com os leitões recém-nascidos, pois a interação do frio ambiental com outros fatores como umidade e manejo não correto podem resultar em coma hipotérmico e morte. O efeito das temperaturas baixas resulta na redução de ingestão de colostro, o que determinará uma baixa concentração de anticorpos sangüíneos provocando uma maior suscetibilidade do leitão às doenças.

Para evitar perdas e garantir a sobrevivência dos animais é fundamental limitar o consumo de suas reservas energéticas através do fornecimento de um microambiente adequado. “O produtor deve estar sempre atento à manutenção das condições ideais de temperatura”, alerta Cícero Monticelli, supervisor da Área de Negócios para Transferência de Tecnologia da Embrapa Suínos e Aves. Isso pode ser alcançado por intermédio de uma fonte artificial de calor, construção de escamoteadores, uso de cama (palha, maravalha e outros) ou da combinação desses recursos.

Ao nascer, os leitões sentem-se atraídos por uma fonte de calor artificial e, abaixo de 15,5C de temperatura ambiental, passam a praticar o chamado “calor de comunidade”, amontoando-se numa tentativa de conservar e evitar as perdas do calor corporal. Outra maneira de proteger os leitões do frio é o uso do escamoteador, que deve ser usado já nas primeiras 24 horas de vida. O piso do escamoteador deve ser seco e nos primeiros quatro a cinco dias após o parto é recomendado o uso de uma cama como isolante. Esta cama deve ser trocada sempre que estiver úmida.

A temperatura interna da sala de parto deve satisfazer as exigências das porcas, entre 16 a 22C. Manejar corretamente as cortinas ou janelas para manter a temperatura nesta faixa de conforto também é muito importante, pois evita oscilações térmicas acentuadas e permite uma boa ventilação. As salas de creches também merecem atenção especial e devem ser manejadas segundo o sistema todos dentro e todos fora. As lâmpadas, campânulas, abafadores, janelões e as portas das salas deverão ser manejadas para manter a temperatura interna o mais próximo possível de 26C na fase inicial dos leitões (até 14 dias) e de 24C do 15 dia até a saída dos animais da creche.

Quem precisar de informações complementares pode consultar a página eletrônica da Embrapa Suínos e Aves (www.cnpsa.embrapa.br), onde estão disponíveis publicações sobre o assunto.

Monalisa Leal Pereira/ Reg.Prof.N.MTb-SC-01139

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