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Dicas de manejo

Especialista italiano fala sobre manejo pré-abate, transporte e qualidade da carne de suínos, temas do seminário promovido pela Unesp e Embrapa.

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Redação SI 05/12/2002 – O especialista italiano Luigi Faucitano, que trabalha no Agriculture and Agri-Food e no Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Suinocultura no Canadá, está no Brasil para participar do Seminário sobre Manejo Pré-Abate e Qualidade da Carne Suína, promovido pela Embrapa Suínos e Aves e pela Unesp de Jaboticabal (SP), nesta sexta (6) e sábado (7). Faucitano falará sobre carregamento e descarga de suínos, mão-de-obra para o manejo pré-abate, duração do transporte dos suínos, tempo de jejum na granja e no frigorífico, comportamento, fisiologia e qualidade da carne suína.

Em entrevista ao Suinocultura Industrial, o especialista apontou os erros mais comuns cometidos durante o carregamento dos suínos. “O que mais ocorre é a adoção de sistemas inadequados, principalmente quando se utiliza a rampa para deslocar os animais da granja ao caminhão”, diz. Segundo ele, os suínos não caminham com tanta facilidade para a carroceria do caminhão. “Eles tendem a empacar ou retornar pelo corredor às suas baias”. Nesse sentido, Faucitano ressalta que para conduzir os suínos até a carroceria, os funcionários das granjas utilizam varinhas ou pedaços de metal para “empurrar” os animais em direção à carreta. “Isto não é recomendável, pois o animal já entra estressado ao caminhão, o que pode representar altos índices de mortalidade durante o trajeto, carne de má qualidade e prejuízos ao produtor”.

O especialista ainda destaca que, no caso de carregamento com rampa, é necessário que a mesma esteja numa inclinação abaixo de 20, tenha dimensões adequadas para a passagem dos animais (largura e comprimento – não muito longa), seja feita com material antiderrapante e que tenha proteção lateral. “Outro ponto importante é a iluminação do caminhão, pois o suíno não gosta de ambientes escuros”.

Transporte – Luigi Faucitano lembra que o período e as condições do transporte também são pontos cruciais para a qualidade da carne. “Além de carrocerias adequadas, os motoristas da França, Inglaterra, EUA e Canadá, por exemplo, recebem treinamentos específicos para transportar suínos”, diz. “Na França, os caminhoneiros são treinados por dois ou três dias, pelo Instituto Técnico de Suínos, recebendo treinamento teórico sobre a fisiologia do suíno e como cada falha no transporte pode influenciar na sua integridade e qualidade da carne”. No Brasil, Luigi diz desconhecer qualquer tipo de treinamento específico para caminhoneiros. “Talvez algumas empresas privadas realizem eventos deste tipo”.

O especialista está muito animado com o seminário de Jaboticabal. “Espero poder transmitir os conhecimentos sobre os temas, principalmente, fazendo um paralelo sobre as condições climáticas do Brasil, que são bem diferentes das da Europa e do Canadá”. Depois deste seminário, o italiano segue para Santa Maria (RS) para mais uma rodada de palestras.

O Seminário sobre Manejo Pré-Abate e Qualidade da Carne Suína tem a coordenação técnica do Dr. Osmar Dalla Costa, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves e mestrando em Manejo Pré-Abate e Qualidade da Carne Suína, e do Dr. Matheus Paranhos da Costa.

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