Uma análise dos custos de manejo, tratamento e de alternativas para a utilização de dejeto líquido de suínos.
Custos do dejeto suíno
Apesar de sensibilizados, a baixa capacidade de investimento dos suinocultores para a adequação da estrutura de coleta dos dejetos suínos, armazenamento, tratamento, transporte e distribuição, aliado à carência de informações, acaba por induzir muitos produtores a drenar os efluentes para a natureza, sem um tratamento adequado.
O pesquisador Carlos Cláudio Perdomo, da Embrapa Suínos e Aves, elaborou um estudo sobre o assunto no qual revela que o custo de manutenção de um sistema de armazenagem e distribuição de dejetos é de cerca de R$ 0,05/kg de suíno produzido e o de tratamento, de R$ 0,16, ou seja 200% mais elevado.
“Toda a tecnologia, por mais simples que seja, sempre tem um custo de implantação e manutenção”, explica Perdomo. “Ainda que os custos de manutenção de muitos sistemas sejam baixos, o capital exigido para a sua implantação representa o principal desafio a resolver, face à descapitalização dos pequenos e médios criadores em função dos baixos preços pagos pelo suíno nos últimos anos. Esse fato, não dispensa o produtor de exercer um controle mais efetivo sobre os efluentes emitidos e a estratégia começa pela redução dos desperdícios de água, da carga poluente, do volume e de um destino mais adequado aos dejetos”.
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