A Organização das Nações Unidas (ONU) e países que ratificaram Kyoto tem sido rápidos em absorver as informações do quarto relatório do IPCC sobre mudanças climáticas, pedindo mais esforços na cooperação internacional.
Líderes Anti-Kyoto aceitam relatório do IPCC
Redação (06/02/07) – Enquanto isso, a reação da Administração Bush e outras nações ricas que se opõe ao Protocolo de Kyoto também tem sido acompanhada de perto.
“As descobertas, que os governos concordaram, não deixam dúvidas sobre os perigos que a humanidade está enfrentando, e precisam ser lidadas sem mais atrasos,” disse o chefe da UNFCCC, Yvo de Boer, a convenção climática da ONU. De Boer disse que o relatório descartou de uma vez por todas o argumento “que não sabemos o suficiente para nos mover de vez contra as mudanças climáticas”.
O secretário de Energias dos Estados Unidos, Sam Bodman, aceitou as descobertas e parece ter ido além de qualquer outro membro da Administração Bush reconhecendo publicamente o problema. “A atividade humana está contribuindo para mudanças no clima da Terra. Este assunto não está mais em debate,” disse Bodman.
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Mas segundo ele, a Casa Branca continua firme na sua recusa em estabelecer limites nacionais para as emissões de gases do efeito estufa e um mercado para negociar emissões, pois “levaria a transferência de empregos e indústrias para o exterior.” Isto tem desencadeado estranhamentos com o novo controle democrata do Congresso, onde ao menos quatro documentos que tratam da imposição de limites de emissões estão sendo discutidos.
No Canadá, onde o primeiro-ministro Stephen Harper do Partido Conservador disse que seria difícil alcançar as metas de Kyoto, os oponentes políticos renovaram o pedido de estabelecimento de mercados de carbono regulatórios para ajudar a cortar as emissões.
O novo ministro do meio ambiente do governo de Harper, John Baird, depois de ter conhecimento do relatório do IPCC mostrou a clara necessidade de ação e algumas formas de regulamentação das emissões industriais. Porém no sábado Harper disse que o primeiro objetivo será estabilizar, não reduzir. Na Austrália, que junto com os Estados Unidos são os únicos dois países industrializados que não ratificaram Kyoto, um movimento para abraçar o mercado nacional de carbono está em andamento. O primeiro-ministro, John Howard, disse neste final de semana que os mecanismos de comércio de carbono poderiam ser uma saída para o combate às mudanças climáticas.





















