Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,85 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,00 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,01 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.224,33 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.090,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx

Brasil pode estar às portas de um apagão de logística

Tal fato é visionado pela assessora e engenheira econômica da Conab, Denise Deckers, durante o IX Seminário Nacional de Milho Safrinha, que acontece em Dourados-MS.

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Redação (29/11/2007)- Os dados apresentados pela especialista evidenciam esta possibilidade. O cadastro da Conab registra a produção de 123,3 milhões de toneladas de grãos, distribuídas em 16.557 unidades, em que 78% estão em armazéns graneleiros e os demais em convencionais. Entretanto, a estimativa de safra 2007/2008 da Companhia marca 135,5 milhões de toneladas, apontando uma defasagem de 9%. Além disso, os números demonstram uma incoerência quanto à localização das unidades, “que não acompanharam a evolução da fronteira agrícola”, lamenta. “Apesar do volume produzido no campo impulsionar a economia nacional, ele pode levar o país a um estrangulamento de armazenagem e escoamento”, alerta Denise Deckers.

Os principais centros de armazenagem estão localizados nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, concentrando 92% da capacidade total cadastrada, com déficit de armazéns na casa de 13% para a região Sul e 5,5%, Centro-Oeste. O saldo positivo do Sudeste, 25,1%, não deve ser considerado um caso de sucesso, já que no estado de São Paulo, por exemplo, as condições de armazenagem são precárias e convencionais.

Outro fator que colabora com este cenário é a localização das unidades, ainda concentradas na zona urbana, com 47%, mas com fortes migrações para a rural devido às legislações ambientais. Desta forma, por meio de programas do Governo Federal os produtores são incentivados, com linhas de financiamento, a construírem armazéns em suas propriedades. Para o agricultor, de acordo com Denise, só há vantagens, como possibilidade de espera pela melhor época para comercialização, diminuição do impacto dos custos de frete e redução da concorrência existente na zona urbana. Para o país, a fixação do homem no campo é solidificada.

Sistema de Certificação – buscando amenizar esses fatores, foi aprovada e instituída a Lei no 9.973/2000, na qual, a partir de janeiro de 2009, será implantado o Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que terá como objetivo fortalecer a relação do setor armazenador com o produtivo e a sociedade, aumentando o profissionalismo e reduzindo perdas, “ou seja, não poderá haver mais armazém sem acompanhamento, registro e certificação. Será um programa de qualificação”, explica.

Transporte – porém, as possíveis mudanças previstas pelo sistema de certificação podem não surtir efeito, caso o Brasil não altere sua matriz de transporte de grãos, predominantemente rodoviária (97%), modelo aconselhado, segundo técnicos, para distâncias inferiores a 500 km. No país, a distância média do porto varia entre 1.000 e 1.500 km e somente 2% da produção nacional é escoada em hidrovias.

“O frete hidroviário é 58% mais barato que o rodoviário. Esse, além de oneroso, causa o esgotamento das malhas, já com problemas em 73,9% delas, com riscos altíssimos de perdas de safra e prejuízos para os caminhoneiros, expostos a condições subumanas de trabalho”. Para minimizar esta perspectiva é preciso “utilizar corredores estratégicos e multimodais. Não é uma teoria nova, mas infelizmente ainda não foi colocada em prática”, reforça a engenheira.

As sugestões para interromper esta tendência de apagão logístico, fornecidas por Denise, são: ampliação da capacidade estática em 20% acima da produção, no mínimo; flexibilização dos recursos do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem; incentivo na competitividade internacional e inter-regional; barateamento dos custos de transporte, passando, fundamentalmente, pela alteração da matriz; utilização de hidrovias e ferrovias, maximizando a multimodalidade; melhor planejamento do transporte e maior integração entre as instituições governamentais e entidades de classes.

Seminário – O IX Seminário Nacional de Milho Safrinha é uma promoção da Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS), com realização da Embrapa Agropecuária Oeste, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e tem a parceria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Associação de Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (AEAGRAN), Grupo Plantio na Palha (GPP), Sindicato Rural da cidade e Embrapa Milho e Sorgo, com apoio de diversas empresas de sementes e outras instituições. Mais informações: (67) 3425-5122 e www.cpao.embrapa.br/milhosafrinha .

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