Após períodos de investimentos e de expansão, a suinocultura vive expectativa mais cautelosa para os próximos anos
Leia na SI: Crescimento com os pés no chão

Com o fim do boom de investimentos vivido pelo estado nos últimos anos, a suinocultura do Paraná agora se prepara para crescer com os pés no chão. Se em 2021 a expectativa no médio prazo era desbancar Santa Catarina na liderança da produção nacional e ampliar a participação no mercado internacional, os últimos meses levaram empresários e observadores do sistema a avaliarem com mais cuidado essa projeção. Os aportes do setor devem diminuir consideravelmente no próximo período e o ritmo de crescimento será mais lento. A abertura de mercados internacionais, no entanto, mantém o Paraná de olho no topo do ranking.
De acordo com números do IBGE, hoje Santa Catarina é responsável por quase 30% da produção nacional de suínos. O Paraná, por sua vez, fica com uma fatia de 20%. Até agora, no entanto, os catarinenses desfrutaram de uma vantagem: o território foi declarado área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ainda em 2007, o que faz do estado vizinho atualmente o principal exportador de carne suína do país. O Paraná só alcançou o mesmo status há dois anos e, por isso, apenas agora deve começar a acessar os chamados “grandes mercados”. “A expectativa é que, de agora em diante, a gente comece a colher os frutos desse avanço sanitário, abrindo novos e melhores mercados – mercados que pagam melhor”, avisa Alexandre Amorim Monteiro, analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).
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