Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Economia

BC lança duplicata escritural para digitalizar mercado de crédito empresarial

Novo sistema promete reduzir fraudes e injetar transparência em um mercado estimado em R$ 11 trilhões; adoção será gradual até 2028

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BC lança duplicata escritural para digitalizar mercado de crédito empresarial

O Banco Central (BC) lançou oficialmente a duplicata escritural, uma ferramenta desenhada para digitalizar e transformar o mercado de crédito e a antecipação de recebíveis entre pessoas jurídicas no Brasil. O novo sistema funcionará inicialmente em fase de testes e terá uma adoção obrigatória escalonada para as empresas ao longo dos próximos dois anos.

A duplicata escritural funciona como a versão 100% digital do título de crédito tradicional emitido em vendas a prazo. Com a mudança, todo o ciclo de vida do documento — desde a sua emissão, passando pela negociação, liquidação ou uso como garantia em bancos — passa a ser obrigatoriamente registrado em ambientes eletrônicos escriturados e autorizados pelo BC.

A medida tem como alvos principais o aumento da segurança jurídica, a mitigação de fraudes e a facilitação do acesso a capital de giro, com forte impacto esperado sobre as Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

Fim dos registros manuais e da “duplicidade” de recebíveis

No modelo tradicional, o mercado de duplicatas ainda convive com processos manuais, documentos físicos e registros descentralizados. Essa falta de integração gerava gargalos severos e riscos operacionais crônicos, como:

  • Informações desencontradas;

  • Dificuldade de comprovação real do lastro comercial da dívida;

  • Fraudes por duplicidade: Prática ilegal em que uma empresa vendia ou dava como garantia o mesmo título de crédito para mais de uma instituição financeira.

Com o ambiente escritural digital, os dados ficam blindados e rastreáveis. Bancos, fundos de investimento (FIDCs) e factorings passam a consultar em tempo real a situação e a titularidade de cada ativo, eliminando o risco de comprar um recebível que já foi negociado.

O impacto no mercado e o cronograma de adesão

O tamanho do ecossistema que passará pela migração digital dá a dimensão do projeto conduzido pelo Banco Central:

  • R$ 11 trilhões: É o volume financeiro estimado do mercado envolvido nestas operações de crédito no país;

  • 2 milhões: Número projetado de empresas emissoras de duplicatas no território nacional;

  • 18 mil: Volume de grandes companhias consideradas compradoras/sacadoras recorrentes.

Para que as empresas e o sistema financeiro se adaptem à nova rotina operacional, que exigirá integração estreita entre os departamentos comercial, fiscal (emissão de Notas Fiscais Eletrônicas) e jurídico, o Banco Central fixou um cronograma de implantação em três fases obrigatórias:

Perfil da EmpresaPrazo Limite para Adesão Obrigatória
Grandes EmpresasJunho de 2027
Médias EmpresasDezembro de 2027
Pequenas Empresas (PMEs)Junho de 2028

Benefício direto para o fluxo de caixa das PMEs

Para as pequenas e médias empresas brasileiras, a validação digital do crédito deve baratear o custo do dinheiro. Ao apresentar uma carteira de recebíveis auditada e registrada eletronicamente, o risco de crédito cai de forma expressiva para o banco.

Como consequência técnica, o mercado prevê uma ampliação da concorrência entre os financiadores, taxas de juros mais competitivas para a antecipação de parcelas e maior velocidade na liberação de recursos para o fluxo de caixa das companhias de menor porte.

Fonte: Agência Brasil

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