Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Plano Safra

Produtores da região Sul discutem propostas para o Plano Safra

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na segunda (17), em Florianópolis (SC), o primeiro encontro regional para levantar as principais propostas do setor agropecuário para o…
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Produtores da região Sul discutem propostas para o Plano Safra

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na segunda (17), em Florianópolis (SC), o primeiro encontro regional para levantar as principais propostas do setor agropecuário para o Plano Agrícola e Pecuário 2025/2026.

A reunião, para discutir as demandas da região Sul, foi realizada na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), e contou com a presença de representantes de todas as federações da região, sindicatos rurais, produtores, associações e entidades setoriais.

Na abertura do encontro, o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, destacou a importância do debate para ouvir as necessidades e reivindicações dos produtores para garantir o mínimo de segurança do setor para o financiamento anual da produção agropecuária brasileira.

Durante o debate, o assessor técnico da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Guilherme Rios, afirmou que o crédito para o próximo Plano Safra será um dos mais caros dos últimos anos, diante do atual cenário econômico do país.

“Com a piora do endividamento público e incertezas fiscais, o mercado projeta mais aumentos da taxa Selic. O último PAP foi anunciado com uma taxa de 10,5% ao ano. Para o próximo, a estimativa é de uma Selic de 15%, então devemos enfrentar um cenário preocupante em relação às taxas de juros subsidiadas”, disse.

Guilherme informou que houve redução de 19% do volume aplicado do Plano Safra entre julho (2024) e fevereiro (2025). Segundo ele, os principais fatores foram a insuficiência de recursos, o aumento de critérios para análise de crédito nos bancos e algumas resoluções do Banco Central, que travaram o acesso dos produtores.

“A CNA e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) trabalham todos os anos para que não haja o contingenciamento dos recursos anunciados e que estejam disponíveis ao longo de toda a safra”, ressaltou o assessor técnico.

As principais demandas discutidas pelos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram a melhoria dos programas de financiamento para pequenos e médios produtores, a redução da burocracia nos bancos e dos custos acessórios e a garantia de recursos para as ferramentas de gestão de riscos.

Na reunião, produtores e representantes de sindicatos rurais do Rio Grande do Sul destacaram a situação do estado após as enchentes de maio do ano passado. Segundo relatos, as lavouras de grãos continuam com produtividade baixa e muitos produtores estão negativados, pois não conseguiram prorrogar o pagamento do crédito.

Diante desse cenário, os programas de subvenção ao prêmio do seguro rural (PSR) e de garantia da atividade agropecuária (Proagro) são ferramentas essenciais para amparar os produtores em casos de problemas climáticos.

Para o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, o seguro rural é uma preocupação de todos os estados da região Sul e deve ser colocado como prioridade para o próximo Plano Safra. “O seguro sem sombra de dúvida é algo que não vai ser resolvido no curto prazo, mas precisamos trabalhar esse tema para garantir a segurança dos produtores”.

O consultor da CNA, José Ângelo Mazzillo, falou sobre o Projeto de Lei 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, e sua importância para o aperfeiçoamento da política do seguro rural, fortalecendo a previsibilidade orçamentária e eficiência do setor. O projeto traz diversas mudanças em relação ao Fundo Catástrofe, como a possibilidade de aporte diversificado pela União e estrutura de administração sólida e participação efetiva dos cotistas.

Os encontros serão realizados em todas as regiões, com o objetivo de ouvir as principais demandas dos produtores para a próxima safra, que começa em julho. As sugestões serão consolidadas em um documento que será entregue ao governo como contribuição para elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026.

A próxima reunião será realizada na quinta (20), no Rio de Janeiro (RJ), e reunirá as federações, produtores e sindicatos dos estados da região Sudeste.

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