A Big Dutchman fez duas aquisições estratégicas que agora lhe garantem posição privilegiada no Brasil e na América Latina.
Big Brasil
Redação SI ABR/MAI 2001 – A Ford Motors foi a empresa que revolucionou a indústria automobilística, no início do século XX, a partir da introdução do conceito de produção em escala de automóveis. Nascia assim o primeiro veículo popular da história, o Ford T. Na área de equipamentos para granjas de suínos e aves, a vanguarda da fabricação em massa de produtos coube à Big Dutchman. “Em 1938, introduzimos o conceito de fabricação em escala de equipamentos para suinocultura e avicultura, por meio do lançamento de um sistema de alimentação”, lembra o gerente regional para América Latina e Caribe, Clovis Rayzel.
Antecipando tendências, há seis anos a Big Dutchman acreditou (e aportou) em território brasileiro. No final de 2000, a empresa assumiu de vez a opção pelo País e pela América Latina. Com um desembolso imediato de R$ 20 milhões fez duas aquisições estratégicas, que agora lhe garantem posição privilegiada no continente: adquiriu 100% do capital e estrutura de sua antiga parceira brasileira, a fabricante de equipamentos Avimec baseada em Caxias do Sul (RS) -, e também comprou a distribuidora de equipamentos Wallace, com sede nos Estados Unidos e ramificação em toda a América Latina. Dessa forma, nasceu a Big Dutchman Brasil Ltda.
Os olhos de Rayzel brilham ao descrever a estrutura incorporada pela Big Dutchman. No caso da Avimec, por exemplo, ele comenta que foi adquirido uma planta industrial moderna. “Temos máquinas, moldes e ferramentaria em geral de nível tecnológico de ponta”. O departamento de engenharia é outro ponto forte da antiga parceira. Isso facilitará os contatos com os dois centros mundiais de engenharia da Big Dutchman, instalados na Alemanha e nos Estados Unidos, a fim de adaptar futuros lançamentos à realidade da suinocultura nacional.
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“Não adianta uma empresa de equipamentos ter um centro de pesquisa mundial de ponta se não conta com profissionais locais que conhecem a realidade do mercado brasileiro”, diz Rayzel. Ele explica que a globalização não nivelou os mercados. “Cada país tem seu clima e suas exigências próprias, o que exige uma adequação de produtos para cada região do planeta”, completa. Num primeiro momento, a Big Dutchman se limitará a revisar a linha de produtos existente no Brasil, agregando componentes de maior tecnologia aplicada.
Para garantir seu tripé de sucesso mundial produtos e serviços de qualidade a preços competitivos -, a Big Dutchman lança mão de outro conceito bastante difundido pela indústria automobilística: o Programa de Exploração da Competitividade Regional dentro do Contexto Global. A proposta desse programa é simples. Sempre que uma das fábricas da Big Dutchman, instaladas em 19 países, oferecer uma peça ou mesmo um produto em condições mais vantajosas de tecnologia e custo, a empresa opta pela importação do componente.
“O objetivo é entregar o produto ao suinocultor sempre na condição mais vantajosa de custo”, explica Rayzel. Mas ele reconhece que no Brasil o Programa de Exploração da Competitividade Regional dentro do Contexto Global terá que levar em consideração os altos custos de frete e de nacionalização das peças. “Por isso achamos que nossa fábrica local será mais uma exportadora do que receptora de itens”, afirma.
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