A consolidação empresarial é uma das principais metas do BNDES, que estuda financiar a fusão.
BNDES admite que pode financiar fusão de Sadia e Perdigão
Diante de um cenário de forte retração da economia mundial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende aproveitar seu papel de instituição pública para apoiar o aporte de capitais em empresas no Brasil. “A consolidação empresarial é uma das nossas prioridades”, revela o diretor da área de mercados de capitais do BNDES, Eduardo Rathfingerl. O executivo não revela em que operações vem trabalhando, mas, admite a possibilidade do banco financiar uma possível fusão entre Sadia e Perdigão.
“Se houver lógica nessa participação, vamos estudar. Se eles nos procurarem e a proposta for boa, fará parte dessa estratégia de consolidação. Mas, por enquanto, a gente não faz parte dessa negociação”, conta Rathfingerl, após uma palestra sobre governança corporativa promovida pela Câmara França-Brasil.
Dono da maior carteira de ações do país, o BNDES espera reforçar sua presença esse ano no segmento de renda variável. Hoje, a instituição tem presença direta em 186 empresas de capital aberto no país. Em função do cenário de turbulência no mercado financeiro, o diretor acredita que o volume de compra de ações pelo banco será maior que o desinvestimento este ano.
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Antes da crise mundial se agravar em setembro, com a quebra do Lehman Brothers, a carteira de renda variável do BNDES passava por uma grande reciclagem. Só em 2009, o giro da carteira somou R$ 22 bilhões. Outro segmento que também pode ganhar apoio do banco é o de frigoríficos. Nos últimos dois anos, o BNDES aportou capital em várias empresas do ramo, com destaque para financiamento da internacionalização do grupo Friboi. “Se aparecer uma oportunidade de consolidação nesse setor, assim como também em outros, a gente vai estudar”, disse.
Segundo ele, o importante hoje não é a quantidade de operações em que o banco está envolvido e, sim, a qualidade desses processos de reestruturação e o impacto positivo que eles podem trazer para a economia brasileira. “Queremos a consolidação de grandes grupos capazes de competir internacionalmente, de levar adiante suas estratégias, de levar adiante seus projetos de investimento”, conclui. O diretor pondera que nesses momentos de crise é que os bancos de fomento, como o caso do BNDES, tem um papel “importantíssimo”.























