Frigorífico JBS deve recuperar no segundo e terceiro trimestres prejuízos obtidos no final de 2008.
JBS tem prejuízo, mas já vê sinais de recuperação
A JBS, maior produtora e exportadora de carne bovina do mundo, teve prejuízo líquido de R$ 322,7 milhões no primeiro trimestre. Em igual período do ano passado, tivera perda de R$ 6,6 milhões. O resultado financeiro negativo de R$ 446,6 milhões explica o prejuízo. Esse resultado reflete o pagamento de juros e dívida e perdas com operações no mercado externo.
No balanço, a JBS aponta que durante o segundo semestre de 2008 devoluções de produtos, cancelamento de contratos e atrasos tiveram impacto nas posições de hedge e compra de bois relacionadas a esses contratos. Com isso, a companhia optou por liquidar essas posições pendentes e arcar com os prejuízos de compromissos que acredita que não serão honrados. Na política de hedge da JBS, quando há compra de gado no mercado futuro é feita venda de dólar futuro. No caso de cancelamentos de contratos, os hedges são desfeitos.
Perdas nas operações na Argentina também contribuíram para o prejuízo, segundo a empresa. “Já estamos vendo sinais de recuperação, e a expectativa é de um segundo trimestre melhor e um terceiro ainda melhor”, disse o presidente da empresa, Joesley Batista, durante teleconferência com analistas.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná exporta frango para 150 mercados internacional e lidera diversificação de destinos
- •Aporte de US$1 bilhão pode levar Global Eggs a um dos maiores IPOs da B3
- •Sem luz na infância, hoje à frente de um império de R$ 2,4 bilhões: a mulher que comanda gigante da carne suína em Santa Catarina
- •Fórum Estadual de Influenza Aviária reúne setor avícola para discutir prevenção e biosseguridade no RS
A receita líquida até março teve alta de 58%, somando R$ 9,26 bilhões, com a inclusão das receitas da Smithfield Beef e da Tasman, que foram adquiridas em 2008. A geração de caixa, medida pelo lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 20%, para R$ 211 milhões. Mas a margem recuou de 3% para 2,3%.
Segundo Batista, há espaço para crescer organicamente no Brasil, mas disse que “no momento não vê a JBS fazendo qualquer movimento agressivo em direção a aquisições”





















