Papéis do frigorífico foram destaque do índice. Foi a maior alta do dia entre os papéis que formam a carteira do Índice Bovespa.
Ação da JBS lidera altas
As ações do frigorífico JBS subiram 8,8% ontem (16/07), dia em que a empresa anunciou novos e ousados negócios – a compra da Pilgrim’s Pride e a associação com a Bertin. Foi a maior alta do dia entre os papéis que formam a carteira do Índice Bovespa.
Normalmente, os papéis de uma empresa que anuncia aquisições reagem em queda no primeiro momento, em função de dúvidas do mercado e do peso inicial das compras. Segundo operadores, a alta teve origem mais em uma movimentação técnica do que em perspectivas positivas para a companhia.
A avaliação é de que, por conta do tamanho das notícias, tenha havido desmonte de operações vendidas (que apostam na queda) do papel. Acreditando que a tendência das ações do frigorífico seria de baixa, investidores haviam alugado ações da companhia para vendê-las e recomprá-las futuramente a um preço menor. Como o cenário mudou completamente, optaram por interromper essas operações. Para tanto, precisaram recomprar no mercado os papéis para devolvê-las a quem tomaram emprestado. Essa movimentação teria criado demanda extra ao papel.
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Conforme dados do BTC, o banco de títulos da CBLC, na custódia da bolsa anteontem havia 6,9 milhões de ações de JBS alugadas, que somavam R$ 54,8 milhões em posições de empréstimo em aberto. Os número comprovam que o aluguel com o papel era elevado em relação ao que ele negocia – em média, a ação movimenta R$ 10 milhões por dia na bolsa paulista. Ontem, girou R$ 62, 8 milhões.
Segundo o mercado, a performance positiva também pode ter sido ajudada pela fase de alta da bolsa brasileira, que ontem superou os 60 mil pontos.
Já a crença na tendência de queda do papel pode ter sido proporcionada pela intenção, anunciada pela JBS em agosto, de abrir o capital de sua subsidiária americana, a JBS USA, na Bolsa de Nova York (Nyse). A operação também prevê a listagem de novos papéis na Bovespa, sob a forma de recibos de ação (Brazilian Depositary Receipts, ou BDR). Os títulos concorrerão pela atenção dos investidores com as ações da própria JBS , já que a empresa americana representa 78% do faturamento da companhia consolidada.
Pela falta de detalhes dos novos negócios, investidores acham difícil que a alta forte das ações tenha sido em função já de perspectivas muito positivas. No caso da Pilgrim’s, falta conhecer o sócio que entrará com capital. E, no caso da Bertin, a informação que se procurava era qual o valor atribuído à companhia, que tem capital fechado. Segundo um analista, como a operação envolveu troca de ações e não dinheiro, o valor absoluto perdeu importância. Na nova holding, a JBS terá 58% e a Bertin, 42%. Assim o valor da JBS seria 38% superior ao atribuído ao Bertin.





















