Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Agricultura visada por multinacionais

Setor agrícola de emergentes é alvo de interesse “real e crescente” entre multinacionais.

Os investimentos no setor agrícola nos países em desenvolvimento suscitam um interesse “real e crescente” entre empresas multinacionais e os governos precisam definir estratégias e regular as atividades dessas empresas na produção. Essa é a conclusão Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) em seu Relatório Mundial de Investimentos.

Entre 1990-2007, o fluxo de Investimento Direto Estrangeiro (IED) na produção agrícola triplicou, atingindo US$ 3 bilhões por ano. Mas o fluxo na inteira cadeia de produção – da fazenda ao supermercado – é bem maior. Alimentos e bebidas respondem por mais de US$ 40 bilhões do fluxo anual entre 2005 e 2007.

Três fatores explicam essa expansão: os emergentes aumentaram a necessidade de importar alimentos, a demanda por etanol cresceu e a escassez de terra e água em certos países forçam a busca de produção em outros países. No Camboja, Equador e Moçambique, por exemplo, a parte de IED na agricultura fica em torno de 15%. No Brasil, não passa de 1,6%.

No entanto, o investimento direto é apenas um dos modos pelos quais investidores estrangeiros se envolvem em países em desenvolvimento. Outra forma é por meio de “contratos de produção”, pelos quais multinacionais acertam com agricultores determinada produção conforme suas necessidades e especificações. Esses contratos se propagam globalmente, ocorrendo em mais de 110 países, na América Latina, África e Ásia, para produção de commodities como soja, algodão, açúcar e chá.

No Brasil, 75% da produção de frango e 35% da produção de soja são feitas com base nesses contratos. Para os agricultores, isso permite previsibilidade na renda. Para as multinacionais, possibilita melhor controle sobre a produção. A Nestlé tem contratos com 600 mil agricultores em 80 países, e a Olam, de Cingapura, dispõe de uma rede de 200 mil fornecedores em 60 países.

A Unctad considera positiva a participação estrangeira para aumentar a produção e modernizar o setor, mas sugere que os governos enquadrem o fluxo e definam claramente a finalidade da produção. Também sugere que os governos elaborem contratos-padrão, para proteger os interesses dos agricultores que negociam com as multinacionais. Das 25 maiores multinacionais do agronegócio, somente três são originárias de países em desenvolvimento, e nenhuma é do Brasil, segundo dados da Unctad.

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