Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Economia

Agricultura visada por multinacionais

Setor agrícola de emergentes é alvo de interesse “real e crescente” entre multinacionais.

Os investimentos no setor agrícola nos países em desenvolvimento suscitam um interesse “real e crescente” entre empresas multinacionais e os governos precisam definir estratégias e regular as atividades dessas empresas na produção. Essa é a conclusão Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) em seu Relatório Mundial de Investimentos.

Entre 1990-2007, o fluxo de Investimento Direto Estrangeiro (IED) na produção agrícola triplicou, atingindo US$ 3 bilhões por ano. Mas o fluxo na inteira cadeia de produção – da fazenda ao supermercado – é bem maior. Alimentos e bebidas respondem por mais de US$ 40 bilhões do fluxo anual entre 2005 e 2007.

Três fatores explicam essa expansão: os emergentes aumentaram a necessidade de importar alimentos, a demanda por etanol cresceu e a escassez de terra e água em certos países forçam a busca de produção em outros países. No Camboja, Equador e Moçambique, por exemplo, a parte de IED na agricultura fica em torno de 15%. No Brasil, não passa de 1,6%.

No entanto, o investimento direto é apenas um dos modos pelos quais investidores estrangeiros se envolvem em países em desenvolvimento. Outra forma é por meio de “contratos de produção”, pelos quais multinacionais acertam com agricultores determinada produção conforme suas necessidades e especificações. Esses contratos se propagam globalmente, ocorrendo em mais de 110 países, na América Latina, África e Ásia, para produção de commodities como soja, algodão, açúcar e chá.

No Brasil, 75% da produção de frango e 35% da produção de soja são feitas com base nesses contratos. Para os agricultores, isso permite previsibilidade na renda. Para as multinacionais, possibilita melhor controle sobre a produção. A Nestlé tem contratos com 600 mil agricultores em 80 países, e a Olam, de Cingapura, dispõe de uma rede de 200 mil fornecedores em 60 países.

A Unctad considera positiva a participação estrangeira para aumentar a produção e modernizar o setor, mas sugere que os governos enquadrem o fluxo e definam claramente a finalidade da produção. Também sugere que os governos elaborem contratos-padrão, para proteger os interesses dos agricultores que negociam com as multinacionais. Das 25 maiores multinacionais do agronegócio, somente três são originárias de países em desenvolvimento, e nenhuma é do Brasil, segundo dados da Unctad.

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