Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Sadia “condenada”

Ministério Público do Trabalho de Toledo, no Paraná, pede R$ 50 milhões de indenização à Sadia por danos trabalhistas.

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Sadia “condenada”

O Ministério Público do Trabalho no Paraná ajuizou uma ação civil pública contra a unidade da Sadia de Toledo na Justiça do Trabalho. O MPT pede R$ 50 milhões de indenização por dano social em função do meio de trabalho inadequado e da omissão da empresa em reduzir riscos à saúde do trabalhador.

A investigação, que teve o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, apontou diversas irregularidades trabalhistas na unidade. As mais graves foram o não cumprimento de normas básicas de saúde e segurança, ritmo de trabalho incompatível com a saúde e dignidade humana, condições térmicas inadequadas (frio excessivo), movimentos repetitivos e intensos e jornadas exaustivas.

Há falta de pausas eficazes de trabalho, concessão irregular de intervalos, não concessão de repouso semanal remunerado, não pagamento de horas-extras e não preenchimento da cota legal de trabalhadores portadores de deficiência. Segundo informações do MPT, há investigações da empresa nas unidades de Ponta Grossa, Paranaguá e Dois Vizinhos. A Sadia informou que não vai se posicionar sobre o assunto porque ainda não foi notificada pela Justiça.

O procurador do MPT de Toledo, Bruno Augusto Ament, disse que a investigação partiu da constatação de muitas ações na Vara do Trabalho de Toledo contra a empresa. Entre 2006 e 2008, 40% das ações contra a Sadia estavam relacionadas a doenças ocupacionais. Dos 566 processos em andamento, 265 são por doença ocupacional. O procurador acredita que já foram movidas mais de mil ações contra a companhia nos últimos cinco anos. O MPT partiu de denúncias de ex-funcionários e das sentenças judiciais. A maior parte dos funcionários que ficou doente tem menos de 30 anos.

A fiscalização na Sadia de Toledo ocorreu em agosto e setembro de 2009. Foram lavrados 23 autos de infração. “Queremos que o juiz delimite 10 minutos de pausa a cada 50 minutos de trabalho”, disse. Ele lembrou ainda que os funcionários trabalham em uma temperatura de 10 graus Celsius e o ritmo de trabalho é ditado pela esteira. A unidade opera com abate, corte e embalagem de aves e suínos.

“O resultado do descumprimento às normas de saúde e segurança é uma verdadeira epidemia de doenças ocupacionais nos trabalhadores. Doenças que poderiam ser evitadas ou minimizadas com o cumprimento da legislação e a adoção de medidas preventivas, como cuidados ergonômicos, instituição de rodízios eficazes, pausas, diminuição do ritmo de trabalho e adequação do mobiliário. A omissão da Sadia vem gerando danos irreparáveis à saúde dos trabalhadores, que muitas vezes ficam incapacitados para o trabalho e até para execução de atividades da vida diária”, afirmou Ament.

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