Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Sadia-Perdigão pode virar mais um caso como da Nestlé e Garoto

Segundo advogados consultados pela Exame, dificilmente veto do Cade à fusão não vai virar batalha jurídica.

O mercado terá que esperar pelo menos mais uma semana para conhecer o desfecho da união entre as marcas Sadia e Perdigão, que deu origem à Brasil Foods. O casamento, que começou a ser desenhado mais de dois anos atrás, viveu, nesta quarta-feira (8/6), sua primeira grande crise e pode ser desfeito, se os demais conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acompanharem o veto ao negócio dado pelo relator do caso, Carlos Ragazzo. 

Segundo a maioria dos advogados especializados em fusões e aquisições consultados por EXAME.com, dificilmente a fusão das duas companhias terá um final feliz e o mais provável é que o caso vá parar na Justiça, assim como aconteceu há seis anos com as marcas Nestlé e Garoto, que tiveram também a fusão reprovada pelo Cade.

De acordo com o advogado José Antônio Batista de Moura Ziebarth, da Felsberg e Associados, a decisão de Ragazzo deve ser mantida pelo outros conselheiros que participam do processo. “O próximo passo, então, será a manifestação judiciária por parte da Brasil Foods e garantida pela Constituição”, disse. “Trata-se, no entanto, de um processo moroso, como é o caso da Nestlé e Garoto”,  afirmou Ziebarth.

Para ele, as contestações apresentadas por Ragazzo para reprovar a operação foram bem articuladas e sustentam a decisão do relator do Cade.  “Foi um voto de muita qualidade e com fundamentação”, disse o advogado.

A advogada Juliana Domingues, coordenadora do departamento de antitruste do escritório LO Baptista Advogados, também divide a mesma linha de pensamento que Ziebarth, e acredita que é improvável que o voto do relator do Cade seja revertido pelos seus colegas de Cade. “Ragazzo apresentou um estudo bem estruturado do caso, fundamentado em pesquisas de mercado”, disse Juliana.

O problema, no entanto, segundo os advogados, é que o judiciário não tem conhecimentos profundos do caso, o que acaba devolvendo a decisão novamente ao Cade. Recentemente, a Justiça determinou que o Cade faça uma nova avaliação do caso Nestlé e Garoto. “Trata-se de sentenças específicas e nenhum juiz é totalmente especializado em ações antitrustes, por isso o processo acaba ficando muito longo”, afirmou Juliana.

Contrário à opinião dos outros dois advogados, Ricardo Inglez de Souza, responsável pela área de direito concorrencial, comércio internacional e consumidor do escritório Dias Carneiro, afirmou que a decisão de Ragazzo pode ser revertida pelos demais conselheiros do Cade e a fusão tem chances de ser aprovada com algumas restrições.

“A decisão do Cade foi radical e deixou de levar em considerações diversos pontos. Ragazzo se esqueceu de mencionar que a Sadia estava quebrada quando a Perdigão fez a capitalização. Além da importância da Brasil Foods na balança comercial do país”, disse Souza.

Segundo ele, o Cade já deveria ter aprendido com o caso Nestlé e Garoto. “Decisões como essa prejudicam o Cade e a advocacia da concorrência, pois sempre vai parar na Justiça, o que faz com que a credibilidade do Conselho seja diminuída”, afirmou Souza. A criação de uma das maiores companhias de alimentos industrializados do país é indigesta para o livre mercado, segundo Ragazzo – resta saber se os demais conselheiros concordarão.

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