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Cade deve aprovar acordo da BRF com Minerva Foods com restrições

Em parecer disponibilizado na sexta-feira passada, a superintendência-geral do órgão recomendou a seus conselheiros “que sejam ponderadas” possíveis medidas restritivas

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Cade deve aprovar acordo da BRF com Minerva Foods com restrições

Apesar de ainda não ter sido aprovada definitivamente pela superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a aquisição dos ativos de bovinos da BRF pela Minerva Foods, em troca de uma participação de 15,2% de seu capital, deverá ser aprovada pelo órgão antitruste com uma pequena restrição, segundo fonte a par do assunto.

Em parecer disponibilizado na sexta-feira passada, a superintendência-geral do órgão recomendou a seus conselheiros “que sejam ponderadas” possíveis medidas restritivas, “com o fim de sanar efeitos anticompetitivos do ato de concentração”.
 Na prática, o órgão está preocupado com a gerência e controle indireto que a BRF pode ter na Minerva File Foods (MFF), controlada da Minerva que produz alimentos processados à base de carne para o setor food-service (alimentação fora do lar). De acordo com uma fonte ouvida pelo Valor, o Cade aprovará a operação com a restrição de que a BRF não tenha acesso aos números e à estratégia da MFF. A expectativa é que o órgão aprove a operação em até quatro meses.
 A preocupação exposta pela superintendência-geral do Cade remonta ao processo em que o órgão antitruste aprovou, em 2011, a união entre Sadia e Perdigão – que deu origem à BRF. Para dar aval ao negócio, o Cade exigiu a venda de uma série de ativos e determinou que a empresa não poderia mais fazer aquisições na área de alimentos processados à base de carnes no Brasil.

Com o acordo com a Minerva, o órgão antitruste quer se resguardar e evitar que a BRF tenha informações financeiras e estratégicas sobre o desempenho da MFF. Em fato relevante protocolado ontem na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Minerva informou que a superintendência-geral do Cade “identificou preocupações concorrenciais” nos mercados de frios saudáveis, processados de frango, quibes e almôndegas. Esses mercados representaram 1,5% do faturamento de R$ 5,8 bilhões da empresa no ano passado.

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