Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Agroindústrias

Marfrig reforça aposta na exportação

O cenário de preço recorde do boi e de fraca demanda “apertou” a margem da operação de bovinos da Marfrig no Brasil no primeiro trimestre.

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Marfrig reforça aposta na exportação

O cenário de preço recorde do boi e de fraca demanda “apertou” a margem da operação de bovinos da Marfrig no Brasil no primeiro trimestre, reconheceu o diretor-presidente da Marfrig Beef Brasil, Andrew Murchie, em entrevista ao Valor. Mas o executivo ponderou que a fase mais difícil já passou.

De acordo com ele, um movimento de retomada gradual das margens já pode ser notado desde março, sustentado sobretudo pelo mercado externo, que superou o momento delicado do primeiro bimestre do ano e agora começa a colher os benefícios do real mais competitivo para a exportação.

“O segundo trimestre vai ser melhor. Por questão da recessão dos mercados de exportação, [criou-se] um cenário complicado em que as margens se apertaram [no começo do ano]. Mas, devagarzinho, as margens já começam a se expandir”, disse Murchie. No ano passado, a margem Ebitda ajustada da Marfrig Beef (que inclui os negócios no Uruguai, Argentina e Chile) foi de 9,7%. O Brasil é o principal país da unidade.

Segundo o executivo, a conjuntura econômica, com forte depreciação do real e queda do consumo interno de carne bovina reforça a estratégia que a Marfrig Beef Brasil vem adotando desde 2014, no contexto da reestruturação financeira e operacional da grupo, de ampliar a fatia das exportações na receita.

“Até há alguns anos, o principal mercado para a Marfrig era o Brasil. Era um país pujante, descobrindo cortes especiais de carne. Mas esse cenário mudou um pouquinho, e [agora] a exportação vai tomar a frente”, afirmou.

Para 2015, a expectativa da Marfrig é que o avanço das exportações de carne bovina a partir do Brasil eleve a participação das vendas externas da divisão Marfrig Beef para 50% da receita total. “Esse percentual vai colocar o grupo em uma posição confortável”, disse. Em 2014, essa fatia foi de 45%. Em 2012, antes do início da reestruturação, era de 36,9%.

A Marfrig não detalha a receita com as operações de bovinos no Brasil, mas a Marfrig Beef com um todo teve receita líquida de R$ 9,6 bilhões em 2014, o equivalente a 46% do total de R$ 21 bilhões da Marfrig, empresa que tem outras duas divisões: a subsidiária irlandesa Moy Park, de carne de frango, e a americana Keystone, que é especializada no atendimento de redes de fast-food.

Se já pode contar com a melhora das exportações, Murchie também espera algum alívio dos preços do boi gordo ainda neste mês. Responsável por cerca de 80% dos custos de produção de um frigorífico, a matéria-prima segue com preço em patamar recorde – a R$ 149,78 por arroba em São Paulo, segundo o Cepea.

Conforme o executivo, os abates até caíram no Brasil devido à menor oferta de gado no primeiro trimestre, mas deve haver algum alívio daqui para frente. A questão é que, com o fim da estação de chuvas, a qualidade das pastagens diminui e leva consigo o poder de barganha dos pecuaristas, que vinham segurando a venda de boi.

Nesse contexto, Murchie acredita que não é necessário paralisar unidades por conta da escassez de oferta de boi. Atualmente, a empresa tem 13 unidades. No fim do ano passado, a Marfrig já fez um “ajuste”, deixando de abater na unidade de Alegrete (RS) e em Rio Verde (GO).

Murchie não faz previsões sobre a demanda interna, dado o cenário de incerteza na economia brasileira. Por ora, a estratégia da empresa para o Brasil tem sido atuar na melhora de mix, com lançamentos de produtos como a carne de charque voltada para o Sudeste, com maior expectativa de margem do que as vendas tradicionais para Norte e Nordeste.

No momento, a Marfrig está adaptando sua fábrica em Itupeva (SP) para a produção de carne de charque (“jerked beef”). A intenção é vender o produto com as marcas Montana e Marfrig em pacotes de 500 gramas no varejo paulista e no Sul. Para o food service, serão comercializados pacotes de 5 quilos. A estimativa é vender, em um ano, 4 mil toneladas no Sul e Sudeste.

Segundo Luiz Firmino, diretor de novos negócios da Marfrig Beef, o produto voltado para o Sudeste tem um padrão diferente do destinado ao Norte e Nordeste, onde são comercializados em pacotes de 30 quilos. Nessas duas regiões, o supermercado é o responsável por separar o volume vendido aos consumidores.

Ele acrescentou que o charque fabricado em Itupeva terá maior valor agregado que o produzido em Rio Verde (GO) e vendido no Norte e Nordeste. O produto será feito a partir de cortes do dianteiro e traseiro bovinos, mais “nobres” do que a ponta de agulha usada na carne de charque do Norte e Nordeste. Com isso, a Marfrig espera melhorar o mix de vendas.

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