Clima e exportações são fatores comuns
Preços do milho e da soja registram alta, aponta Cepea

De acordo com os dados divulgados, nesta segunda-feira (23/09), pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), produtores de soja, principalmente do Paraná, de Mato Grosso e de São Paulo, primeiras regiões a iniciar o semeio da oleaginosa, estão atentos às condições climáticas. Até o momento, a falta de chuvas impede o começo das atividades em muitas regiões, apesar do término do período de vazio sanitário.
Conforme colaboradores do Cepea, essas incertezas climáticas na temporada 19/20 e a queda dos prêmios de exportação afastaram agentes das vendas. Compradores também estão cautelosos, o que resultou em baixa liquidez nos últimos dias, tanto no spot quanto no mercado de contrato a termo.
Na sexta-feira, 20, especificamente, a demanda internacional pela soja brasileira aumentou, o que, associado à apreciação do dólar frente ao Real, acabou impulsionando os valores internos do grão. Entre 13 e 20 de setembro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ Paraná subiram 1,7% e 1,2%, respectivamente, fechando a R$ 86,89 e a R$ 80,76/sc de 60 kg na sexta-feira, 20. A moeda norte-americana, por sua vez, encerrou a sexta-feira a R$ 4,153, elevação de 1,5% em sete dias.
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Já os preços do milho estão em alta em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo colaboradores, produtores brasileiros estão mais afastados dos mercados spot e a termo, atentos ao clima seco no campo e ao ritmo intenso das exportações.
Diante disso, compradores, como cooperativas e cerealistas, relataram dificuldades para adquirir novos lotes do cereal, fator que impulsionou os valores domésticos. Entre 13 e 20 de setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu 0,8%, fechando a R$ 37,88/saca de 60 kg na sexta-feira, 20.























