Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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REVISTA: Status sanitário como patrimônio

Confira a edição 290 da revista Suinocultura Industrial

REVISTA: Status sanitário como patrimônio

A Peste Suína Africana (PSA) tem se proliferado pela Ásia e Europa, dizimando populações de suínos, principalmente na China. A enfermidade é letal para os animais, resultante em grandes prejuízos econômicos. O Brasil já sentiu o peso de registrar focos da doença. Em 1978 a PSA foi identificada em suínos de subsistência no Rio de Janeiro, alimentados com restos alimentares de voos internacionais. Hoje erradicada no país, à época representou enormes perdas, mesmo sem chegar a granjas industriais. As exportações, por exemplo, que davam seus primeiros passos, foram bloqueadas, e a atividade, que avançava em seu processo de profissionalização, enfrentou um período de crise.

Ao longo de todos estes anos, o setor produtivo amadureceu, incorporando modernos aspectos de biosseguridade. O produtor se tornou mais consciente da importância de manter o status sanitário de seu plantel, cobrando das autoridades investimentos e adoção de medidas preventivas em pontos de risco. No entanto, a proliferação de casos pelo mundo aumenta as possibilidades de entrada do vírus no país. Por isso, ações preventivas são tão importantes, principalmente em aeroportos, portos e outros pontos de entrada, considerados o de maior risco para uma eventual chegada do vírus da PSA.

A situação é preocupante, porque o status sanitário brasileiro é um verdadeiro patrimônio. Livre de muitas enfermidades de alto impacto econômico, o Brasil tem conseguido abrir mercados e suprir partes consideráveis da demanda mundial por proteína de origem animal. É fundamental que as áreas responsáveis do Ministério da Agricultura adotem medidas intensivas fiscalizatórias, assim como invistam em pessoal e estrutura. Um bom exemplo é a questão dos cães farejadores. Essenciais na detecção de alimentos cárneos em bagagens de passageiros vindos de países afetados pela PSA, são apenas dois cães treinados, sendo que o país dispõe de quase 30 aeroportos internacionais.

Uma nova situação de enfermidade como a PSA seria catastrófico para a suinocultura brasileira, representando o fechamento de mercados que agora se abrem para o produto nacional, acarretando de enormes prejuízos econômicos ao produtor e a toda a cadeia produtiva. Por isso, as entidades representativas da suinocultura não devem deixar de cobrar o governo e a intensificação de medidas de biosseguridade nas granjas. Só assim conseguiremos preservar esse enorme patrimônio brasileiro, que é o seu atual status sanitário.

 

Boa leitura a todos!

Humberto Luis Marques

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