Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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REVISTA: Status sanitário como patrimônio

Confira a edição 290 da revista Suinocultura Industrial

REVISTA: Status sanitário como patrimônio

A Peste Suína Africana (PSA) tem se proliferado pela Ásia e Europa, dizimando populações de suínos, principalmente na China. A enfermidade é letal para os animais, resultante em grandes prejuízos econômicos. O Brasil já sentiu o peso de registrar focos da doença. Em 1978 a PSA foi identificada em suínos de subsistência no Rio de Janeiro, alimentados com restos alimentares de voos internacionais. Hoje erradicada no país, à época representou enormes perdas, mesmo sem chegar a granjas industriais. As exportações, por exemplo, que davam seus primeiros passos, foram bloqueadas, e a atividade, que avançava em seu processo de profissionalização, enfrentou um período de crise.

Ao longo de todos estes anos, o setor produtivo amadureceu, incorporando modernos aspectos de biosseguridade. O produtor se tornou mais consciente da importância de manter o status sanitário de seu plantel, cobrando das autoridades investimentos e adoção de medidas preventivas em pontos de risco. No entanto, a proliferação de casos pelo mundo aumenta as possibilidades de entrada do vírus no país. Por isso, ações preventivas são tão importantes, principalmente em aeroportos, portos e outros pontos de entrada, considerados o de maior risco para uma eventual chegada do vírus da PSA.

A situação é preocupante, porque o status sanitário brasileiro é um verdadeiro patrimônio. Livre de muitas enfermidades de alto impacto econômico, o Brasil tem conseguido abrir mercados e suprir partes consideráveis da demanda mundial por proteína de origem animal. É fundamental que as áreas responsáveis do Ministério da Agricultura adotem medidas intensivas fiscalizatórias, assim como invistam em pessoal e estrutura. Um bom exemplo é a questão dos cães farejadores. Essenciais na detecção de alimentos cárneos em bagagens de passageiros vindos de países afetados pela PSA, são apenas dois cães treinados, sendo que o país dispõe de quase 30 aeroportos internacionais.

Uma nova situação de enfermidade como a PSA seria catastrófico para a suinocultura brasileira, representando o fechamento de mercados que agora se abrem para o produto nacional, acarretando de enormes prejuízos econômicos ao produtor e a toda a cadeia produtiva. Por isso, as entidades representativas da suinocultura não devem deixar de cobrar o governo e a intensificação de medidas de biosseguridade nas granjas. Só assim conseguiremos preservar esse enorme patrimônio brasileiro, que é o seu atual status sanitário.

 

Boa leitura a todos!

Humberto Luis Marques

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