O país só importa o animal inteiro e habilitou 27 unidades de aves no Brasil em abril deste ano atento a possíveis impactos do novo coronavírus no mercado mundial.
Egito avalia abrir mercado para cortes de frango do Brasil

Com o aumento da demanda por carne de frango entre os países árabes após o avanço da pandemia de Covid-19, as autoridades egípcias já avaliam liberar a importação de cortes de frango do Brasil para evitar uma possível falta do produto no seu mercado interno.
O país só importa o animal inteiro e habilitou 27 unidades de aves no Brasil em abril deste ano atento a possíveis impactos do novo coronavírus no mercado mundial.
“O Egito está começando a sentir falta de estoque e, por isso, começou a se mexer rápido. Espero que, em alguns meses ou algumas semanas, tenhamos alguma boa notícia de abertura para a exportação de de cortes de frango para o Egito – o que seria inédito”, afirma o secretário geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), Tamer Mansour.
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Segundo ele, a movimentação ocorre a despeito da resistência dos produtores locais. “Claro que os produtores de aves do Egito estão contra, mas o governo está realmente medindo e verificando a situação. Se ele sentir que vai vai faltar produto, vai abrir o mercado (para cortes de frango)”, assegura o secretário geral da CCAB.
De acordo com Mansour, o mercado egípcio tem sido abastecido por países árabes que também produzem carne de frango, como a Argélia, mas com capacidade limitada de fornecer o produto em grandes volumes – como faz o Brasil, maior exportador mundial de carne abatida segundo os preceitos islâmicos. “Eu, honestamente, não acredito em concorrência em termos de aves para o Brasil”, avalia.
Segundo o secretário geral da CCAB, os concorrentes atuais no mercado árabe de carne de frango são esporádicos e costumam ganhar espaço ou quando o Brasil aumenta suas vendas para a China ou por vantagens geográficas. “É muito difícil que algum país produza como o Brasil produz em termos de aves. Certamente, vamos ter um déficit forte em termos de proteínas de aves nesses mercados”, alerta.























